Publicado 31/08/2026 07:32

O Conselho Geral de Enfermagem pede que se proíba a venda e o consumo de bebidas energéticas por menores em toda a Espanha

A medida já começou a ser aplicada em alguns territórios espanhóis, como a Galícia e, há algumas semanas, as Ilhas Baleares

Archivo - Arquivo - Um jovem observa a seção de bebidas energéticas no supermercado.
SOLSTOCK - Arquivo

MADRI, 31 ago. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Geral de Enfermagem (CGE) solicitou a proibição da venda e do consumo de bebidas energéticas por menores em toda a Espanha, da mesma forma que já começou a ser aplicada em alguns territórios espanhóis, como a Galícia e as Ilhas Baleares; bem como melhorar as campanhas de informação para que a população compreenda os riscos que elas representam para a saúde.

“Nós, da profissão de enfermagem, avaliamos positivamente essa medida do governo, embora devamos ser rigorosos: há evidências sobre os riscos dessas bebidas, mas ainda há poucas evidências diretas de que proibir sua venda, por si só, consiga reduzir seu consumo ou melhorar a saúde dos adolescentes a longo prazo”, explica Florentino Pérez Raya, presidente do CGE.

Assim, ele destaca a importância de lançar campanhas de conscientização em massa e continuar pesquisando sobre os riscos desse tipo de produto para que se possa estabelecer políticas de saúde pública que protejam essa população.

“Uma lata de meio litro pode conter cerca de 160 miligramas de cafeína, uma quantidade que, para um adolescente de 50 quilos, ultrapassa ligeiramente o nível de referência diário estabelecido pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos”, destaca Héctor Nafría, enfermeiro responsável pela Unidade de Cultura Científica e Inovação (UCC+I) do CGE, que lembra que essas medidas não devem partir da ideia de “alarmar ou criminalizar os jovens”, mas sim da ideia de “protegê-los”.

Por sua vez, a coordenadora do comitê científico da Associação de Enfermeiras de Nutrição e Dietética (AdENyD), Marilourdes de Torres, destaca a importância de mudar o nome dessas bebidas para deixar de “confundi-las” com as chamadas “bebidas refrescantes”.

“Na verdade, são bebidas estimulantes, devido à sua elevada concentração de cafeína, açúcares, taurina e outros ingredientes. Elas deveriam passar a ser chamadas assim para que se compreenda seu impacto na saúde”, afirma. A associação defende a importância de ajustar a regulamentação a parâmetros específicos dos ingredientes das bebidas.

PROIBIÇÃO POR MILIGRAMAS

A proposta apresentada pelo Ministério do Consumo é proibir a venda de todas as bebidas energéticas a menores de 16 anos, e que essa proibição seja ampliada para menores de 18 anos no caso de bebidas que contenham mais de 32 miligramas de cafeína por cada 100 mililitros.

De Torres propõe que a medida seja a proibição para menores de 18 anos sempre que as bebidas contenham 15 miligramas por cada 100 mililitros. Além disso, que as embalagens dessas bebidas nunca excedam 250 mililitros. “Se a quantidade estiver controlada, mas for uma bebida de meio litro, não faz muito sentido”, indica.

Ele acrescenta a necessidade de proibir a venda dessas bebidas em máquinas automáticas, de que, nos estabelecimentos comerciais, elas sejam colocadas ao lado das bebidas alcoólicas e não junto às chamadas “refrigerantes”, bem como que as embalagens apresentem avisos visíveis de que o consumo não é recomendado para menores de idade e gestantes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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