MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Geral de Enfermagem solicitou que todos os centros educacionais da Espanha tenham um enfermeiro escolar, para o qual propôs a elaboração de uma lei nacional que regule essa figura, bem como a necessidade de desenvolver um diploma de credenciamento avançado que reconheça as competências desses profissionais.
"As circunstâncias que ocorrem no dia a dia nas escolas são tão variadas que, obviamente, muitas vezes é necessário o cuidado com a saúde, com uma resposta urgente e rápida que pode ser fornecida pela enfermeira escolar", disse o secretário-geral da CGE, Diego Ayuso, durante uma coletiva de imprensa na quarta-feira.
O Observatório de Enfermagem Escolar do Conselho Geral de Enfermagem registrou em 2022 que as escolas na Espanha tinham cerca de 1.800 enfermeiros, um número que cresceu nos últimos anos, já que em 2025 chegou a 2.929 enfermeiros para oito milhões de alunos. Apesar disso, eles consideram que esse número é insuficiente em comparação com os países europeus.
"Na União Europeia, há uma média de aproximadamente 750 alunos por enfermeiro escolar, enquanto na Espanha há 6.368 alunos por doença escolar. Portanto, ainda temos um longo caminho a percorrer. A proporção ou relação enfermeiro-aluno em nosso país ainda é muito insuficiente", enfatizou.
A CGE garante que o objetivo, para já, não é atingir a média europeia, mas sim implementar gradualmente esse valor. "Obviamente que não estamos apostando que de repente vamos atingir o rácio europeu, assim como não aspiramos a ter mais 100 mil enfermeiros no nosso país, é irrealista. Um enfermeiro leva quatro anos para se formar em um curso universitário, então temos que planejar hoje para obter resultados em cinco ou dez anos", explicou o secretário-geral da CGE.
Por esse motivo, o Conselho está solicitando a elaboração de uma lei nacional para regulamentar as competências e o papel dos enfermeiros escolares, bem como o desenvolvimento de um diploma de credenciamento para esses profissionais. "Pedimos aos políticos uma regulamentação nacional para a qual um diploma de credenciamento em Enfermagem Escolar é muito necessário, o que definiria muito bem as competências e o itinerário de treinamento que uma enfermeira deve ter para praticar em um centro educacional", enfatizou Ayuso.
Nesse sentido, o secretário geral do CGE informou que já apresentou sua proposta ao Ministério da Saúde e que o objetivo é realizar uma reunião sobre a lei de enfermeiros escolares.
"Estamos comprometidos com um modelo no qual as enfermeiras dedicam todo o seu dia nas escolas com foco na promoção da saúde, prevenção de doenças e aquisição de estilos de vida saudáveis", disse Ayuso.
CANTÁBRIA TEM APENAS 4 ENFERMEIRAS ESCOLARES
Para o Conselho, os dados apresentados refletem o fato de que a figura do enfermeiro escolar é insuficiente em muitas comunidades autônomas. A Cantábria, por exemplo, tem apenas quatro enfermeiras para cada 89.787 alunos; o País Basco tem 10 enfermeiras para 363.716 alunos e Astúrias tem sete enfermeiras para 129.015 alunos.
Em comunidades autônomas como Andaluzia, Múrcia, Valência, Ilhas Baleares e Catalunha, a figura do enfermeiro escolar não é exclusiva das escolas, mas sim de reforços esporádicos da atenção primária.
"A partir da CGE, estamos comprometidos com um modelo no qual os enfermeiros passam o dia inteiro nas escolas com foco na promoção da saúde, prevenção de doenças e aquisição de hábitos saudáveis", disse Ayuso.
Sobre esse ponto, Ayuso destacou o papel da Comunidade de Madri, que conta com 1.000 enfermeiros escolares: "A comunidade autônoma com a melhor proporção é Madri, com 1.000 enfermeiros. Devemos realmente ser gratos pelo fato de haver um compromisso mais firme. Além disso, o recrutamento é 100% dedicado ao atendimento de crianças nas escolas, ou seja, eles não são recrutados da atenção primária e passam apenas algumas horas nas escolas".
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