Publicado 26/02/2026 10:14

O Conselho Geral dos Colégios Farmacêuticos cria um guia para promover as tarefas humanísticas dentro da profissão

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MADRID 26 fev. (EUROPA PRESS) - O Conselho Geral dos Colégios Farmacêuticos, em colaboração com a Farmamundi e a Fundação El Alto, elaborou o “Guia de Boas Práticas em Cooperação Farmacêutica” para ajudar a profissão farmacêutica a “dar os primeiros passos” no caminho das tarefas humanitárias e consolidar esta prática na profissão.

Este documento, que conta com a colaboração da Cinfa, permite compreender “o que significa a cooperação farmacêutica, quais são os seus fundamentos e como são geridos os projetos de cooperação”, para reforçar a figura do farmacêutico na assistência a grupos em situação de vulnerabilidade e em contextos de crise ou emergência. Por sua vez, detalha qual é a formação e as habilidades necessárias para assumir suas funções com responsabilidade e “sempre sob a ótica dos direitos humanos”.

A tesoureira do Conselho Geral dos Colégios de Farmacêuticos e responsável pela sua estratégia social, Rita de la Plaza, afirmou que “este guia ajuda a compreender que a cooperação farmacêutica vai além de garantir o acesso aos medicamentos; é comprometer-se com os coletivos vulneráveis para que possam receber cuidados de saúde de qualidade em situações difíceis, como crises humanitárias ou emergências”.

Acrescentou ainda que, com este documento, irão impulsionar o compromisso com as pessoas vulneráveis e canalizá-lo para projetos de saúde global, conseguindo um acesso aos medicamentos “mais equitativo e seguro”. Por seu lado, a presidente da Farmamundi, Sara Valverde, indicou que este guia é muito mais do que uma ferramenta técnica e que é um convite à profissão farmacêutica para dar um passo em frente. “Ela nos lembra que nosso conhecimento, nossa ética e nosso compromisso podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas que têm seu direito à saúde violado. A farmácia é um pilar essencial dos sistemas de saúde e também da cooperação internacional”, continuou.

O presidente da Fundação El Alto, David Roca, afirmou que para eles é “uma honra divulgar aspectos tão importantes do trabalho de cooperação no âmbito farmacêutico como os descritos no guia”. “São processos que fazem parte do nosso dia a dia como entidade nos quase vinte anos que trabalhamos para melhorar as condições sanitárias em contextos especialmente vulneráveis. É um avanço muito importante para o setor que o Conselho os tenha plasmado neste guia”, destacou. COOPERAÇÃO FARMACÊUTICA Um dos aspectos fundamentais do guia é que promove a cooperação farmacêutica “a partir do reconhecimento dos conhecimentos e capacidades locais, evitando o eurocentrismo e fomentando a participação ativa das entidades locais”.

O Conselho Geral elaborou um decálogo que reúne os princípios fundamentais para que as ações neste domínio sejam “adequadas, éticas, sustentáveis e respeitadoras” dos contextos em que se desenvolvem. Entre esses pontos-chave estão o acesso à saúde em condições de equidade como motor e propósito, a gestão de medicamentos com padrões de qualidade e responsabilidade, as abordagens transversais e os princípios éticos em todas as fases, a adaptação e o respeito cultural e contextual, ou a pertinência e a demanda social das intervenções.

Da mesma forma, surge o fortalecimento das capacidades e da liderança comunitária, a coordenação e o trabalho em rede com atores especializados, o foco na sustentabilidade das intervenções, a segurança, a preparação e o autocuidado do pessoal cooperante, e a avaliação e melhoria contínua. O guia do Conselho Geral detalhou, ao mesmo tempo, o perfil ideal do cooperante farmacêutico. Além do curso de Farmácia, “é conveniente que tenha estudos complementares (mestrado ou pós-graduação) em cooperação internacional, saúde internacional, medicina tropical, logística farmacêutica, gestão de suprimentos ou regulamentação internacional, bem como competências pessoais e relacionais que lhe permitam se adaptar”.

No que diz respeito às funções que um farmacêutico deve assumir, o guia agrupou-as em seis áreas: gestão e acesso a medicamentos, assistência farmacêutica, promoção da saúde, apoio em emergências e catástrofes e investigação e avaliação.

Além disso, com o objetivo de aprofundar o conteúdo do guia, está prevista a realização de um webinar dirigido a farmacêuticos, em colaboração com a Farmamundi e a Fundação El Alto, no próximo dia 16 de abril.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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