Publicado 06/02/2026 09:34

O Conselho Geral de Dentistas esclarece que os enxaguantes bucais não representam um risco para a saúde se forem bem prescritos.

Archivo - Arquivo - Enxaguante bucal
ISTOCK/CHANAKON LAOROB - Arquivo

MADRID 6 fev. (EUROPA PRESS) - Os enxaguantes bucais não representam um risco sistêmico se forem utilizados de forma adequada e podem trazer benefícios na prevenção e no controle de tratamentos clínicos se forem bem prescritos, segundo o presidente do Conselho Geral de Dentistas, Dr. Óscar Castro Reino.

Nas redes sociais ou em alguns meios de comunicação são divulgadas mensagens que alertam para a periculosidade desses produtos, mas se forem indicados por um dentista, constituem “ferramentas eficazes e seguras” para os pacientes. Ainda assim, o Conselho esclareceu que os enxaguantes bucais não substituem a escovação nem a higiene interdental.

“O debate público sobre saúde é positivo e necessário, mas sempre entre profissionais qualificados e, claro, convém evitar mensagens simplistas ou categóricas que possam gerar alarme injustificado”, afirmou Castro. De fato, alguns enxaguantes com agentes antiplaca ou antissépticos ajudam a reduzir a inflamação gengival e a carga bacteriana, e podem complementar a higiene oral e o tratamento profissional. Outros enxaguantes bucais com flúor são úteis em pacientes com alto risco de cáries ou pessoas que sofrem de boca seca, halitose ou usam aparelho ortodôntico. “Na consulta, não se prescreve um enxaguante bucal de forma indiscriminada. Ele é selecionado de acordo com o objetivo terapêutico, o estado de saúde bucal do paciente e o tempo durante o qual será usado”, explicou Castro. POR PERÍODOS LIMITADOS E SOB SUPERVISÃO MÉDICA Alguns desses enxaguantes contêm antissépticos como a clorexidina, que são eficazes na redução da placa bacteriana e da gengivite a curto prazo. Mesmo assim, seu uso prolongado não é indicado, pois podem ter efeitos colaterais como manchas nos dentes, alterações no paladar ou irritação das mucosas. Por isso, é preferível usá-los durante “períodos limitados e sempre sob supervisão profissional”. Outros antissépticos bucais podem conter álcool, o que pode ser irritante para algumas pessoas com boca seca ou mucosas sensíveis. No entanto, isso não justifica que existam “evidências científicas sólidas que justifiquem mensagens alarmistas sobre supostos riscos sistêmicos decorrentes do uso de enxaguantes bucais genéricos”. O Conselho Geral de Dentistas lembrou à população que a base da saúde bucal é escovar os dentes duas vezes ao dia com pasta fluoretada e higiene interdental diária. Além disso, diante de problemas como doença periodontal, halitose persistente, alto risco de cáries ou boca seca, eles recomendam consultar um profissional sobre o uso desses produtos. Os enxaguantes bucais só devem ser usados quando houver um benefício específico e após recomendação ou prescrição de um dentista. “O valor de qualquer produto sanitário reside em sua indicação correta. Os enxaguantes bucais, quando bem prescritos, fazem parte de estratégias seguras e eficazes para melhorar a saúde bucodental da população”, concluiu Óscar Castro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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