CONSEJO GENERAL DE COLEGIOS FARMACÉUTICOS
MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Geral das Ordens dos Farmacêuticos e a Agência Estatal Comissão Espanhola para o Combate ao Dopagem no Esporte (CELAD) assinaram um acordo para desenvolver atividades de educação continuada com o objetivo de prevenir o doping e seus efeitos adversos, além de promover a educação e a proteção da saúde dos atletas e da população em geral.
O presidente do Conselho Geral, Jesús Aguilar, destacou o trabalho dos farmacêuticos na área da saúde pública e que, nesta ocasião, se coloca a serviço dos atletas e da população que pratica alguma atividade esportiva para promover “o uso seguro dos medicamentos”.
“A prática esportiva está se tornando cada vez mais comum na população, tanto no nível amador quanto no de alto rendimento. Os farmacêuticos, como profissionais próximos e acessíveis e como especialistas em medicamentos, podemos oferecer informações precisas e atualizadas sobre os tratamentos e outros produtos que podem interferir na atividade esportiva, prevenindo o surgimento de quaisquer efeitos adversos ou problemas relacionados ao doping”, destacou.
Segundo Aguilar, com este acordo com a CELAD, os farmacêuticos poderão atualizar seus conhecimentos e contar com novas ferramentas digitais que permitem impulsionar a educação em saúde com “as máximas garantias e os mais elevados padrões de qualidade”.
Por sua vez, o diretor da CELAD, Carlos Peralta, comentou que é “fundamental” reforçar a formação dos farmacêuticos ao longo de toda a sua trajetória profissional, dotando-os de “ferramentas atualizadas” que lhes permitam oferecer um aconselhamento rigoroso e contribuir ativamente para a prevenção do doping.
SUBSTÂNCIAS E MÉTODOS PROIBIDOS
Além disso, será divulgada “de forma detalhada” a Lista de Substâncias e Métodos Proibidos, publicada anualmente pela Agência Mundial Antidoping (AMA), que tem como objetivo proteger a saúde dos atletas e garantir uma competição justa. Essa lista inclui agentes anabolizantes, hormônios, substâncias estimulantes e métodos como a manipulação sanguínea.
Nessas atividades de formação também será abordado “o uso seguro” de medicamentos em contextos esportivos, com “atenção especial” ao conhecimento sobre as situações de risco de doping involuntário e à gestão correta das Autorizações de Uso Terapêutico (AUT).
Essa autorização é um mecanismo que permite aos atletas o uso de medicamentos com substâncias proibidas, desde que haja uma “justificativa clínica sob critério de seu médico” e sejam seguidos os procedimentos estabelecidos pela regulamentação nacional e internacional. Dessa forma, os farmacêuticos comunitários poderão responder às consultas que receberem sobre esse assunto.
Outro aspecto importante é a identificação dos riscos relacionados ao doping decorrentes do consumo de suplementos alimentares, e será alertado sobre os riscos de adquirir esses produtos “fora dos canais legais”.
O Conselho Geral e a CELAD colaborarão em iniciativas que melhorem a informação sobre a lista de substâncias e métodos proibidos no esporte, tanto para os atletas quanto para a população em geral. Além disso, as farmácias divulgarão um aplicativo móvel que permite aos usuários consultar de “maneira fácil e acessível” se um medicamento contém alguma substância proibida na prática de um esporte.
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