MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Espanhol do Cérebro (CEC) destacou, por ocasião do Dia Mundial do Cérebro, a urgência de promover políticas integrais de saúde cerebral que permitam avançar em um atendimento clínico de qualidade, melhorar a prevenção e garantir uma resposta adequada às doenças neurológicas e de saúde mental.
“O cérebro é o órgão que define quem somos. É a base da nossa memória, dirige nossas emoções, regula nossas decisões. É o núcleo da nossa humanidade. E, no entanto, continua sendo o grande esquecido em muitas estratégias de saúde”, destacou a presidente do Conselho Espanhol do Cérebro, Mara Dierssen.
Assim, o CEC se une à comemoração internacional promovida pela Federação Mundial de Neurologia (WFN), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância do cérebro para a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento humano, e de promover medidas eficazes para seu cuidado e proteção ao longo de toda a vida.
“Na Espanha, os distúrbios neurológicos e psiquiátricos já representam a principal causa de incapacidade e a segunda causa de morte, com um impacto econômico que chega a 8% do PIB nacional. É um desafio de primeira ordem que não pode continuar sendo adiado”, lembrou Dierssen.
Diante dessa realidade, o Conselho impulsionou este ano o Plano Espanhol do Cérebro, uma iniciativa estratégica que coloca as pessoas no centro da atenção, da prevenção e da pesquisa, e que está alinhada com os objetivos estratégicos da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Década do Cérebro 2024-2034 e de outras agendas europeias e internacionais em saúde cerebral.
O Plano Espanhol do Cérebro articula-se em torno de cinco eixos prioritários. O primeiro é a geração de conhecimento, promovendo a pesquisa científica e clínica sobre o cérebro, suas funções e suas doenças, favorecendo a colaboração multidisciplinar e a transferência de conhecimento.
Além disso, promove a melhoria da assistência à saúde nas áreas de neurologia, psiquiatria e neuropsicologia, garantindo o acesso a serviços especializados em todo o território, independentemente do local de residência. Da mesma forma, visa desenvolver estratégias para fomentar hábitos de vida saudáveis, a saúde mental e a prevenção de doenças neurológicas desde as idades mais precoces.
Defende também a inclusão real e efetiva das pessoas afetadas, de suas famílias e das organizações sociais na definição, implementação e avaliação das políticas públicas. Da mesma forma, promove a criação de sistemas robustos para medir o impacto sanitário, econômico e social dos distúrbios cerebrais, orientando assim a tomada de decisões com base em evidências.
“O Plano Espanhol do Cérebro não é apenas um documento técnico, é um compromisso com o futuro do país. Exige liderança institucional, investimento sustentável e uma visão de longo prazo que compreenda que proteger o cérebro é investir em desenvolvimento, coesão social e bem-estar coletivo”, conclui Dierssen.
Neste Dia Mundial do Cérebro, o Conselho Espanhol do Cérebro faz um apelo aos responsáveis políticos, às instituições científicas, aos profissionais de saúde e à sociedade como um todo para que trabalhem unidos na construção de uma cultura da saúde cerebral. Pois não há saúde, educação nem prosperidade sem um cérebro bem cuidado.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático