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MADRID 11 maio (EUROPA PRESS) -
O Conselho Geral de Enfermagem pediu à população que se informe “por meio de canais oficiais” para “evitar boatos e notícias falsas” sobre o hantavírus, recomendação feita “devido à quantidade de notícias publicadas nos últimos dias sobre a chegada dos passageiros do navio de cruzeiro” afetado à Espanha.
“É importante que saibamos onde nos informar sobre esse assunto”, indicou o presidente dessa corporação, Florentino Pérez Raya, que acrescentou que “atualmente há vários ministérios trabalhando nessa questão”, pelo que é necessário “manter a calma”. “As informações atuais indicam que o hantavírus não tem a mesma incidência que a Covid-19 ou a gripe”, ressaltou.
Portanto, em sua opinião, “é preciso ser cauteloso ao opinar e se informar sobre o assunto”. “Já dissemos isso em muitas ocasiões, mas não custa nada repetir”, pois “o sistema de saúde espanhol está mais do que preparado para lidar com essas questões, como já foi feito há anos com a chegada de Teresa Romero, auxiliar de enfermagem com ebola”, explicou.
“É fundamental deixar os especialistas trabalharem e não alarmar a população”, insistiu, para destacar, por outro lado, a importância de manter bem informados e protegidos os profissionais de saúde que terão um contato mais próximo com os infectados que estão chegando à Espanha, já que “devem ser implementados protocolos de atendimento que gerem confiança e garantam a proteção das pessoas que vão trabalhar com aqueles que precisam ficar em quarentena, para que não haja infecções entre os profissionais de saúde”.
Nesse sentido, Pérez Raya afirmou que, “com a experiência” obtida em “outras crises sanitárias”, é necessário “enfrentar esta da melhor maneira possível”. Por isso, o objetivo deve ser “prestar os melhores cuidados aos pacientes, mas também a melhor proteção aos profissionais de saúde que estarão próximos a eles durante essas semanas”, destacou.
INFORMAÇÕES ESSENCIAIS SOBRE ESTE GRUPO DE VÍRUS
Justamente com o objetivo de fornecer informações baseadas em evidências sobre o hantavírus, o Instituto Espanhol de Pesquisa em Enfermagem do Conselho Geral de Enfermagem indicou que “este não é um vírus desconhecido nem algo novo, mas sim conhecido há décadas e é uma zoonose (infecção transmitida por roedores)”.
“Embora seja verdade que estamos falando de uma variante na qual foi descrita a transmissão entre pessoas, isso é raro e geralmente requer contato próximo e prolongado, como o que ocorreu no navio”, aprofundou essa instituição, cuja membro, Leticia Bueno, destacou que, “em princípio, ele não se comporta como um vírus respiratório de ampla transmissão comunitária”.
Nesse contexto, a entidade apresenta as principais características desse grupo de vírus, observando, além do exposto, que “os sintomas iniciais costumam se assemelhar aos de uma gripe ou gastroenterite”, sendo eles “febre, dores musculares, mal-estar geral, cefaleia, diarreia ou náuseas”. “Em alguns casos, pode evoluir para formas graves com comprometimento pulmonar, cardíaco ou renal”, enfatizou.
“As principais medidas de controle contra a transmissão entre pessoas são o isolamento de casos suspeitos ou confirmados, o rastreamento de contatos próximos, a higiene das mãos, o uso de máscara em caso de sintomas respiratórios e equipamentos de proteção adequados para os profissionais de saúde”, continuou, ao mesmo tempo em que explicou que “as medidas de prevenção contra a transmissão por roedores também são fundamentais”.
Entre estas últimas, estão “evitar o contato com roedores e seus excrementos, especialmente em espaços fechados, mal ventilados ou abandonados; arejar antes de entrar; evitar levantar poeira ao limpar; e realizar limpeza úmida, nunca varrer a seco”, prosseguiu, após o que insistiu que esta é “uma infecção pouco frequente e atualmente submetida a uma vigilância epidemiológica e sanitária muito rigorosa”. “É importante manter a calma e seguir as recomendações dos especialistas”, concluiu.
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