Publicado 02/03/2026 15:30

O Conselho de Enfermagem lembra a importância das enfermeiras especializadas em acessos vasculares para cuidar dos cateteres.

Archivo - Arquivo - Imagem do presidente do CGE, Florentino Pérez Raya.
CGE - Arquivo

MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Geral de Enfermagem lembrou a importância de contar com enfermeiros especializados em acessos vasculares para cuidar dos cateteres e prevenir possíveis infecções no hospital, o que foi indicado na elaboração do “Marco de Ação do Enfermeiro em Cuidados Avançados e Gestão Clínica em Terapias de Infusão e Acesso Vascular”.

Este documento, elaborado pelo Instituto Espanhol de Pesquisa em Enfermagem desta corporação, em conjunto com a Sociedade Espanhola de Infusão e Acesso Vascular (SEINAV), busca reunir as ações e os cuidados seguidos pelas enfermeiras que trabalham nesta área, o que é essencial para proporcionar uma assistência sanitária segura, eficiente, tecnicamente qualificada e adaptada às necessidades de acesso vascular nos diferentes níveis de assistência.

“Este novo quadro de atuação está dentro do trabalho que realizamos há anos para ordenar a prática profissional dos enfermeiros em diferentes áreas”, afirmou o presidente do Conselho Geral de Enfermagem, Florentino Pérez Raya, que acrescentou que “o exercício dessa função requer um desenvolvimento de competências altamente qualificado, dada a complexidade dos processos envolvidos, o uso de tecnologias avançadas, a especificidade das técnicas aplicadas e as exigências organizacionais dos sistemas de saúde atuais”.

Neste contexto, esta entidade explicou que mais de 90% das pessoas internadas em hospitais de cuidados intensivos necessitarão da administração imediata de uma infusão parenteral, sendo a mais frequente a terapia intravenosa através de dispositivos de acesso vascular, que são sistemas concebidos para permitir o acesso ao sistema vascular para fins terapêuticos ou diagnósticos.

Estes são compostos principalmente por cateteres que são inseridos em veias ou artérias para facilitar a infusão de líquidos, medicamentos, nutrição parenteral, hemoderivados, bem como para a extração de amostras de sangue ou monitorização hemodinâmica. A este respeito, a promoção de boas práticas em torno do cuidado e manuseio desses dispositivos é fundamental para evitar complicações, uma vez que se estima que exista uma taxa de falha do cateter entre 25 e 69 por cento.

Além disso, 1,9% das infecções adquiridas em hospitais de cuidados intensivos estão relacionadas a dispositivos de acesso venoso, continuaram do Conselho Geral de Enfermagem, ao mesmo tempo em que afirmaram que contar com enfermeiras com conhecimentos avançados neste ambiente e com capacidade para liderar as mudanças necessárias que implicam a implantação de boas práticas é fundamental para tentar prevenir essas complicações.

COMPETÊNCIAS As competências deste profissional “abrangem a seleção do dispositivo mais adequado, a inserção segura, a manutenção, a prevenção de complicações e a avaliação dos resultados clínicos”, destacou a presidente da SEINAV, Elisabeth Lafuente, que também afirmou que tudo isso é “guiado por padrões profissionais e em coordenação com a equipe de saúde, com o objetivo de garantir a segurança clínica das pessoas, suas famílias e cuidadores”.

Além disso, Lafuente declarou que as enfermeiras que trabalham nesta área “participam e integram ativamente equipes multidisciplinares e interdisciplinares, respeitando as competências de cada profissional e promovendo uma abordagem colaborativa e integral do cuidado da pessoa”. “A enfermeira em cuidados avançados e gestão clínica em terapias de infusão e acesso vascular, atuando com autonomia profissional, exerce uma prática clínica avançada, com capacidade para tomar decisões complexas e integrar as melhores evidências científicas disponíveis”, sublinhou.

“Ela projeta e desenvolve planos de cuidados centrados na pessoa, aplicando o método científico e empregando uma linguagem comum com outros profissionais de saúde, com o objetivo de minimizar complicações relacionadas aos acessos vasculares e melhorar os resultados em saúde”, afirmou a máxima representante desta sociedade científica em relação a este perfil profissional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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