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MADRID 10 fev. (EUROPA PRESS) - O Conselho Geral de Enfermagem estabeleceu o perfil das enfermeiras de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, bem como definiu as ações e os cuidados na hora de tratar essas doenças.
Através do documento “Marco de Ação da Enfermeira em Cuidados Avançados de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço”, esta instituição procurou promover cuidados especializados nesta área, o que é um dos principais desafios do sistema de saúde.
Nesse contexto, o Conselho Geral de Enfermagem indicou que as doenças mencionadas representam entre 40% e 49% das consultas na atenção primária e até 4% das consultas em hospitais. Elas têm um impacto significativo na qualidade de vida das pessoas que as sofrem.
Estes problemas afetam os órgãos dos sentidos da audição, equilíbrio, olfato e paladar, e podem provocar deficiências sensoriais. Além disso, podem comprometer a vida da pessoa por causas oncológicas, infecciosas ou hemorrágicas. Diante dessa conjuntura, o Instituto Espanhol de Pesquisa em Enfermagem da corporação autora deste trabalho o elaborou em conjunto com a Associação Espanhola de Enfermagem em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço (AEEORL-CCC).
ORGANIZAÇÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL “Há anos que trabalhamos na organização da prática profissional dos enfermeiros e este é um novo documento indispensável para os enfermeiros e enfermeiras em cuidados avançados de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço”, afirmou o presidente do Conselho Geral de Enfermagem, Florentino Pérez Raya.
Na opinião do máximo expoente desta instituição, o referido texto “está ligado ao âmbito da deontologia e ética profissional, oferecendo um padrão de atuação que permite o controle dos desvios na prática profissional, com base na perícia e experiência dos profissionais”.
Assim, este documento pretende reunir as ações e os cuidados prestados pelos enfermeiros que trabalham com estas pessoas, uma vez que a sua intervenção abrange todas as fases do processo de assistência, incluindo a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação integral.
O desenvolvimento de um quadro de atuação específico para enfermeiras neste domínio justifica-se, segundo o Conselho Geral de Enfermagem, pela complexidade e especificidade das funções exigidas, que requerem uma elevada competência técnica e clínica. Desta forma, procura-se garantir uma assistência da máxima qualidade. ACABAR COM AS DESIGUALDADES
“Continuar avançando nessa linha é fundamental para acabar com as desigualdades e para que os enfermeiros tenham um guia que reflita as situações que atendem no seu dia a dia neste âmbito”, continuou Pérez Raya, enquanto a presidente da AEEORL-CCC, Beatriz Tena, declarou que os enfermeiros que trabalham nesses serviços atendem pacientes “com necessidades muito específicas”.
Essas pessoas apresentam, “muitas vezes”, dificuldades de comunicação, déficits sensoriais, traqueostomias ou comorbidades associadas, “o que exige um alto nível de capacitação e um atendimento especialmente cuidadoso e personalizado”, continuou Tena.
Nesta linha, a presidente da AEEORL-CCC destacou que o objetivo é “responder aos avanços técnicos e tecnológicos relevantes que este campo tem experimentado como consequência da investigação, inovação e desenvolvimento”.
“As novas modalidades diagnósticas e terapêuticas que devem ser realizadas para atender ao elevado número de doenças radicadas em órgãos muito diferentes entre si exigem a aquisição dos conhecimentos e habilidades necessários”, confirmou Tena.
Em resumo, este trabalho refere que a enfermeira adaptará a informação à capacidade comunicativa e sensorial de cada pessoa, garantindo a compreensão, acessibilidade e adequação cultural em todos os processos de cuidados, e obterá sempre o consentimento válido do paciente antes de realizar qualquer ação diagnóstica ou terapêutica, de acordo com a legislação em vigor e o Código Ético e Deontológico da Enfermagem Espanhola.
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