CONSEJO GENERAL DE ENFERMERÍA
Pessoas com a doença reivindicam instalações adaptadas para praticar esportes com segurança
MADRI, 23 set. (EUROPA PRESS) -
A coordenadora do Instituto de Pesquisa em Enfermagem do Conselho Geral de Enfermagem, Guadalupe Fontán, demonstrou o apoio da instituição à Fundação Red Parkinson, que foi apresentada oficialmente em Madri, ao mesmo tempo em que anunciou o lançamento do “PING-PARK”, a maior pesquisa mundial que analisará como o tênis de mesa beneficia os pacientes e seus familiares.
O evento de lançamento da organização sem fins lucrativos, que busca melhorar a qualidade de vida das pessoas com essa doença e de suas famílias por meio do esporte e, especialmente do tênis de mesa, serviu para reivindicar que os municípios espanhóis disponham de instalações acessíveis e adaptadas que lhes permitam praticar o esporte com segurança e em condições adequadas.
“O tênis de mesa é um grande aliado no combate à doença, tanto no plano físico quanto no emocional, mas nós, na Fundação, o vemos como um ponto de partida para muito mais, oferecendo outros serviços e apoio tanto a eles quanto às suas famílias”, destacou seu presidente, José Antonio Alonso.
Tudo isso em referência a uma doença que afeta aproximadamente 200 mil pessoas na Espanha e é a segunda doença neurodegenerativa mais comum, ficando atrás apenas da doença de Alzheimer. Por isso, a iniciativa contou com o apoio do prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, como padrinho, bem como com representantes do Colégio Oficial de Gestores Administrativos, e com a presença, entre outros, do presidente da LaLiga, Javier Tebas, e do técnico da seleção nacional de futebol, Vicente del Bosque.
ESPAÇOS DE ENCONTRO E CONVÍVIO
Nesse contexto, a atividade física e esportiva pode desempenhar um papel relevante na abordagem integral da doença de Parkinson, ao mesmo tempo em que promove espaços de encontro e convivência entre as pessoas afetadas e seu entorno. Por isso, é necessário dispor de locais preparados para a prática dessas atividades com garantias de acessibilidade e segurança — uma adaptação que pode facilitar a incorporação do exercício à rotina de mais pessoas.
Quanto ao “PING-PARK”, que conta com a liderança do Instituto de Pesquisa em Enfermagem, em conjunto com um fisioterapeuta, e que contará com a colaboração da Sociedade Espanhola de Enfermagem Neurológica (SEDENE) e seu Grupo de Estudo de Distúrbios do Movimento (GTMSEDENE), Fontán afirmou que “isso representa mais um passo no compromisso da Enfermagem com a pesquisa e com a melhoria da qualidade de vida das pessoas com Parkinson”.
“Precisamos gerar evidências científicas que nos permitam compreender a experiência vivida com o tênis de mesa por pessoas com Parkinson e seu significado no contexto dos cuidados e, acima de tudo, fazer isso levando em conta as necessidades reais daqueles que convivem com a doença”, continuou ela, ao mesmo tempo em que destacou que “a pesquisa em enfermagem é fundamental para avançarmos em cuidados cada vez mais personalizados e eficazes”. No entanto, em fases mais avançadas do estudo, será incorporada uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde.
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