Publicado 22/10/2026 06:42

O Conselho de Dentistas apresenta o “Guia para a Odontologia Integral”, que destaca a necessidade de criar especialidades

O Conselho de Dentistas destaca que o “Guia para a Odontologia Integral” aponta a necessidade de implantar especialidades
CONSEJO GENERAL DE DENTISTAS

MADRID 22 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Conselho Geral de Odontologistas e da Fundação Odontológica Espanhola (FDE), o Dr. Óscar Castro, apresentou nesta quinta-feira o “Guia para a Odontologia Integral”, que destaca a necessidade de implantar as especialidades odontológicas na Espanha para “uma formação especializada de qualidade”.

“É essencial a implantação oficial das especialidades odontológicas na Espanha”, destacou ele, razão pela qual manifestou seu pesar pela recusa do Ministério da Saúde — por meio de resoluções emitidas em julho — em reconhecer as especialidades de Periodontia, Cirurgia Bucal, Ortodontia, Odontopediatria, Endodontia e Prótese Estomatológica.

Foi assim que Castro se expressou durante a apresentação do documento, elaborado pela empresa de tecnologia Align Technology, com a colaboração de um painel de 24 especialistas de 14 países, entre os quais os espanhóis Marià Santamaría e Anáis Ramírez. “A estreita colaboração evidencia a profundidade dos conhecimentos exigidos por essas áreas”, declarou.

“Essas áreas precisam de percursos de formação oficiais”, continuou, acrescentando que a implantação “permitiria credenciar essa especialização”. Por isso, solicitou ao departamento liderado por Mónica García “que resolva essa situação e reexamine as decisões contestadas”, já que a medida administrativa está sendo objeto de recurso.

A RECUSA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE É “UM OBSTÁCULO”

Nesse sentido, ele exigiu “um cronograma de trabalho concreto”. “Nosso objetivo é estabelecer um modelo viável e credenciado com remuneração, um modelo adaptado à realidade da Odontologia e que cumpra todas as garantias exigíveis”, para “credenciar a capacitação avançada por meio de um sistema objetivo e transparente”, destacou, em seguida, sustentou que as decisões do Governo “representam um obstáculo a ser superado por meio do diálogo”, razão pela qual reiterou que mantém sua colaboração nesse sentido.

“A Espanha dispõe das ferramentas para uma formação especializada de qualidade”, insistiu, ressaltando também que a introdução das especialidades significaria equiparar o país a outros europeus que já as possuem. Por isso, insistiu em “defender a implantação oficial”, embora tenha ressaltado que também se mantém “o papel do dentista generalista”, com uma proposta que “mantém intactas suas competências e favorece a colaboração”.

Na análise do guia, que conta com o aval da FDE e das sociedades espanholas de Prótese Estomatológica e Estética (SEPES) e de Ortodontia e Ortopedia Dentofacial (SEdO), também participou o presidente desta última, o Dr. Javier Girón de Velasco, que compartilhou da opinião de Castro, ao afirmar que o reconhecimento das especialidades “garantiria os conhecimentos específicos de cada especialidade” e “o atendimento pelo profissional adequado em cada caso”.

“O guia insiste na seleção adequada dos casos, em conhecer os limites de cada tratamento e saber quando encaminhar”, explicou ele a esse respeito, acrescentando que “a incorporação de novas ferramentas não substitui a formação”. “Defender a formação é, acima de tudo, defender a segurança do paciente”, afirmou.

Aprofundando-se precisamente no relatório apresentado, Castro declarou que ele parte de uma tripla perspectiva de “qualidade do atendimento, formação de profissionais e proteção da saúde dos cidadãos”, pois “uma odontologia integral exige o conhecimento do paciente como um todo”, com “o diagnóstico e o planejamento antes de qualquer intervenção”.

Dessa forma, ele serve de apoio ao planejamento e à tomada de decisões clínicas, mas sem substituir o trabalho e o critério profissional. Para isso, reúne evidências científicas e recomendações para oferecer uma perspectiva multidisciplinar, integrando a ortodontia, a prótese e a odontologia restauradora, bem como a odontologia conservadora e minimamente invasiva e o papel da digitalização.

AUTONOMIA DO JULGAMENTO CLÍNICO

“Cada paciente precisa de uma indicação individualizada”, a qual “cabe, naturalmente, ao dentista”, especificou o presidente do Conselho Geral, que acrescentou que deve ser garantida “a autonomia do julgamento clínico ao longo de todo o atendimento”. Por isso, “o documento deve ser utilizado como instrumento de orientação profissional”, enfatizou.

Após afirmar que “a informação ao paciente é essencial”, já que “o consentimento informado exige explicar o que se deseja alcançar”, bem como as “alternativas” e “limitações”, ele destacou a importância do “trabalho conjunto”, pois “um planejamento compartilhado permite coordenar objetivos e necessidades” e “facilita as decisões com uma visão global do tratamento”.

Por sua vez, Girón de Velasco observou que “a ortodontia não é uma área isolada da Odontologia”, além de que “pode desempenhar um papel decisivo”, enquanto o presidente da SEPES, o Dr. Guillermo Pradíes, afirmou que a união demonstrada representa “um primeiro passo extremamente importante”, já que “isso nunca havia acontecido antes”.

Por fim, o vice-presidente da Align Technology para a Itália e a Península Ibérica, Fausto Grossi, destacou que o objetivo é “claro”, ou seja, “compartilhar conhecimento e ajudar o profissional em sua prática clínica diária e na tomada de decisões e, acima de tudo, promover uma visão mais integral do atendimento ao paciente”.

“Nosso compromisso com a inovação é claro, com um investimento anual de mais de 356 milhões de euros em pesquisa e desenvolvimento”, continuou ele, após o que a diretora clínica adjunta da entidade, Alejandra Oliver, lembrou que “os tratamentos odontológicos são cada vez mais multidisciplinares”. Por esse motivo, foi elaborado o guia, que inclui uma revisão bibliográfica do período de 1962 a 2023.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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