MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -
A natação em piscinas, a exposição prolongada ao sol ou o contato com alérgenos como poeira ou pólen aumentam a incidência de conjuntivite durante os meses de verão, diz o chefe do Serviço de Oftalmologia dos Hospitais HM na província de Málaga, Dr. Salvador Molina.
Essa inflamação da conjuntiva pode apresentar sintomas como vermelhidão ocular, coceira, lacrimejamento ou secreção, explica ele. Por esse motivo, ele recomenda manter uma higiene ocular adequada, evitando esfregar os olhos com as mãos sujas e usar óculos de natação para reduzir o risco de infecção.
Ele também afirma que "é importante limitar o uso de lentes de contato em ambientes úmidos e usar óculos de sol aprovados com proteção ultravioleta", pois, caso contrário, isso pode levar a infecções oculares graves, como a ceratite, uma inflamação da córnea que pode ser agravada pelo uso prolongado de lentes de contato, nadar no mar ou na piscina com elas e exposição a produtos químicos.
Por outro lado, o olho seco é uma das patologias oftalmológicas mais comuns no verão, agravada pela combinação de calor, desidratação e ar condicionado constante. "Trata-se de uma alteração do filme lacrimal que causa irritação, sensação de areia, ardência e, em casos mais graves, visão embaçada ou desconforto ao acordar", ressalta o especialista. Para preveni-la, ele aconselha o uso de lágrimas artificiais, evitar vento direto ou correntes de ar frio, manter-se bem hidratado e usar umidificadores em locais fechados.
Outro motivo pelo qual os pacientes procuram as clínicas oftalmológicas durante o verão é a fotoceratite, também conhecida como "queimadura ocular". Trata-se de uma lesão superficial da córnea causada pela exposição intensa à radiação ultravioleta, comum em praias, neve ou atividades ao ar livre, sem proteção adequada para os olhos. Os sintomas mais comuns são dor ocular aguda, fotofobia e sensação de corpo estranho.
Além disso, durante os meses de verão, são tratados vários casos de trauma ocular, geralmente relacionados a atividades recreativas, jogos ou esportes ao ar livre. "Uma bola, um objeto pontiagudo ou até mesmo uma queda podem causar lesões graves. É essencial usar proteção ocular adequada em certas atividades e consultar um especialista rapidamente no caso de um impacto direto no olho", enfatiza o oftalmologista.
Em vista de tudo isso, o Dr. Molina aconselha não esperar que os sintomas piorem para consultar um especialista, pois "detectar qualquer alteração a tempo pode evitar complicações futuras e garantir uma boa saúde ocular".
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