Publicado 06/11/2025 11:29

Conhecer os sinais de alerta do AVC pode fazer toda a diferença na gravidade da doença

Conferência sobre prevenção de AVC, neurorreabilitação e reintegração social.
CENTRO EUROPEO DE NEUROCIENCIAS

MADRID 6 nov. (EUROPA PRESS) -

O neurologista Rodolfo Dorado, especialista do Centro Europeu de Neurociências (CEN), defendeu a conscientização e a educação da população sobre o AVC sem tabus, pois saber reconhecer os sinais de alerta dessa doença pode fazer a diferença "entre uma vida independente e uma incapacidade permanente".

Foi o que ele disse na conferência organizada pelo CEN e pela Cátedra de Pesquisa e Treinamento em Neurociência e Neurorreabilitação da Universidade Europeia, sob o lema "O AVC muda uma vida em segundos, mas também pode ser salvo em minutos".

De acordo com os dados apresentados durante o evento, o AVC afeta mais de meio milhão de pessoas na Espanha e sua incidência aumentou em mais de 500% na última década, impulsionada pelo envelhecimento da população e pelo aumento dos fatores de risco. O Ministério da Saúde adverte que um em cada quatro espanhóis pode sofrer um derrame durante sua vida, sendo as mulheres as mais afetadas devido à sua maior longevidade e à frequente detecção tardia dos sintomas.

Durante a reunião, os especialistas relembraram os principais sinais de alerta do AVC, que podem ser facilmente reconhecidos com a aplicação da regra "FAST". O acrônimo dessa palavra se refere à face caída, equilíbrio prejudicado, perda de força nos braços ou pernas, deficiência visual, dificuldade para falar e obtenção de ajuda imediata. Nesse sentido, eles enfatizaram que a intervenção na primeira hora após o episódio é fundamental para reduzir as sequelas neurológicas.

Cecilia Estrada Barranco, diretora do mestrado em fisioterapia neurológica e professora da Universidad Europea, discutiu a evolução do cérebro após um AVC e enfatizou a importância dos estágios iniciais da recuperação. Por sua vez, a diretora de Terapias e co-fundadora do CEN e diretora da Cátedra CEN-EU, Cristina Vázquez, afirmou que a "única maneira" de obter uma verdadeira recuperação funcional e emocional é a reabilitação baseada em evidências científicas, orientada para tarefas e coordenada por equipes multidisciplinares.

HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

A conferência apresentou a história de superação de Rodrigo Muñoz, um militar e esportista de 25 anos que sofreu um derrame hemorrágico em 2024. Após quatro operações e um coma induzido, ele perdeu a mobilidade e a fala, mas graças a um processo intensivo de reabilitação no Centro Europeu de Neurociência, com fisioterapia, fonoaudiologia e neuropsicologia, ele conseguiu recuperar a maior parte de suas habilidades e retomar sua vida com independência.

"Deixei de ser capaz de mover uma mão ou de me comunicar para ser capaz de praticar esportes, viajar, dirigir e falar normalmente. O mais importante foi não desistir e ter uma equipe que acreditava em mim. No CEN, eles me ensinaram que cada pequeno passo à frente é uma vitória", explicou Rodrigo.

O evento foi concluído com workshops práticos sobre detecção precoce, novas tecnologias aplicadas à reabilitação e ao esporte adaptado, destacando o papel crucial da prevenção, detecção precoce e coordenação multidisciplinar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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