OVIEDO 28 jul. (EUROPA PRESS) -
À experiência única do eclipse que poderá ser observado em nossa região no próximo dia 12 de agosto soma-se, como prelúdio, “um evento único e de especial relevância que reunirá em Oviedo os principais especialistas internacionais em exploração espacial”. De 5 a 7 de agosto, será realizado o congresso “The Many Pathways to Space” (Os diversos caminhos para o espaço), um fórum criado com o objetivo de conectar a pesquisa, a indústria e as capacidades tecnológicas das regiões aos grandes desafios da exploração espacial.
O evento foi apresentado nesta terça-feira pelo secretário de Ciência, Indústria e Emprego, Borja Sánchez, pela coordenadora do congresso, Noemí Pinilla, e pela diretora da Fundação para a Pesquisa nas Astúrias, Mercedes Díaz.
Entre outros assuntos, o congresso analisará os desafios relacionados à missão Artemis e à presença humana sustentável além da Terra. A defesa planetária ocupará um lugar de destaque, com especialistas que trabalham no monitoramento e na caracterização de asteróides, incluindo o Apophis, cuja aproximação da Terra em 2029 constitui uma oportunidade científica de primeira ordem para compreender melhor esses corpos celestes e aprimorar a preparação internacional diante de riscos naturais de origem espacial.
Borja Sánchez indicou que este evento transformará as Astúrias em ponto de encontro de uma comunidade científica e industrial de alto nível. Assim, no Palácio de Congressos se reunirão cerca de 70 especialistas provenientes de dez países (Espanha, Luxemburgo, Estados Unidos, Itália, Reino Unido, Japão, Alemanha, Grécia, Turquia e Peru) e de mais de trinta universidades, centros de pesquisa, empresas, startups e agências espaciais.
Mais da metade dos participantes virá de fora da comunidade autônoma, o que reforça o alcance internacional do encontro e sua capacidade de gerar redes de colaboração.
Entre esses participantes estão figuras de referência ligadas a instituições como a NASA, a Agência Espacial Europeia (ESA), o CSIC, o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), a Universidade de Tóquio, a Universidade do Arizona, a Universidade Central da Flórida ou as universidades de Luxemburgo e Edimburgo. Assim, a palestra de abertura, que será aberta a todo o público, ficará a cargo de Peter Worden, ex-diretor do Centro de Pesquisa Ames da NASA e atual presidente da Fundação Breakthrough Prize.
Por sua vez, a idealizadora do evento, Noemí Pinilla, indicou que o evento foi concebido como um fórum de colaboração entre todos os participantes. “Queremos reunir, durante três dias, pessoas que há décadas trabalham e já trabalharam em diferentes missões. Queremos discutir possíveis ideias, ver para onde caminha o futuro e qual é a melhor abordagem para enfrentar os grandes desafios”, afirmou.
AS ASTÚRIAS DISPÕEM DE CONHECIMENTO E INFRAESTRUTURAS
Durante a apresentação do evento, destacaram que as Astúrias dispõem de “conhecimento, indústria e infraestruturas únicas” para ingressar na nova era espacial. Assim, o secretário destacou que a comunidade já está promovendo um investimento de 1,8 milhão por meio de compras públicas pré-comerciais para desenvolver bancos de testes de nanosatélites e pequenos motores de foguete.
Além disso, suas infraestruturas de mineração oferecem um diferencial para a pesquisa espacial: o poço Santiago, em Aller, reúne condições para simular tubos de lava lunares e testar habitats protegidos contra a radiação.
Por sua vez, no poço Carrio, em Laviana, o Serida pesquisa cultivos subterrâneos em condições extremas. “Se quisermos cultivar alimentos no espaço, os primeiros testes já estão crescendo sob o solo asturiano”, destacou Sánchez.
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