Matias Chiofalo - Europa Press - Arquivo
MADRID 14 abr. (EUROPA PRESS) -
O Comitê de greve dos médicos e profissionais da área da saúde solicitou nesta terça-feira, por meio de uma carta, uma “reunião institucional” com o Ministério da Saúde e as comunidades autônomas para transmitir “de forma direta, rigorosa e transparente” a posição do coletivo sobre a negociação do Estatuto-Quadro.
O Comitê, formado pela Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM) juntamente com o Sindicato Médico Andaluz (SMA), Metges de Catalunya (MC), a Associação de Médicos e Profissionais de Saúde de Madrid (AMYTS), o Sindicato Médico do País Basco (SME) e o Sindicato dos Médicos Independentes da Galícia (O'MEGA), pretende assim que “as comunidades autônomas tenham conhecimento, sem qualquer distorção, dos elementos fundamentais do conflito, sua evolução e as consequências das atuais propostas normativas”.
Nesse sentido, a carta, à qual a Europa Press teve acesso, destaca que as comunidades autônomas, “como responsáveis diretas pela organização e gestão dos serviços de saúde, constituem um ator essencial neste processo, tanto na aplicação prática de qualquer modificação normativa quanto na garantia de condições de trabalho que permitam manter a qualidade da assistência prestada à população”.
Por isso, os sindicatos consideram “indispensável” transmitir-lhes “em primeira mão” as reivindicações do coletivo médico e clínico, o conteúdo do documento de consenso que foi encaminhado ao Ministério da Saúde, a avaliação do Comitê de Greve sobre as propostas atualmente existentes e seu impacto na organização da assistência em cada território.
Além disso, eles apontam que o encontro permitiria abrir um espaço de escuta “direta e bidirecional”, para favorecer “uma compreensão mais completa da situação e contribuir para a busca de soluções que evitem o agravamento do conflito”.
No último dia 8 de abril, o Ministério da Saúde e o Comitê de Greve adiaram a reunião que tinham para abordar o conflito em torno do Estatuto-Quadro devido ao desacordo sobre a figura de mediação, para a qual o Ministério da Saúde havia proposto a Plataforma de Organizações de Pacientes (POP) e que os sindicatos rejeitam por ser parte interessada.
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