Publicado 27/03/2026 11:13

O Comitê de Greve mantém as paralisações médicas já marcadas e lembra que o calendário de mobilizações permanece inalterado

Archivo - Arquivo - Manifestação convocada pelo Sindicato Médico Andaluz por ocasião do terceiro dia consecutivo de greve contra o estatuto-quadro aprovado pelo Ministério da Saúde. Em 18 de fevereiro de 2026, em Málaga (Andaluzia, Espanha). Os profission
Álex Zea - Europa Press - Arquivo

MADRID 27 mar. (EUROPA PRESS) -

O Comitê de Greve declarou que as paralisações marcadas até o mês de junho permanecem conforme estabelecido e que o calendário das mobilizações convocadas permanece inalterado, após as declarações da ministra da Saúde, Mónica García, nesta sexta-feira, pedindo que “cumpram” sua parte e suspendam a greve contra o Estatuto-Quadro após a Páscoa.

Minutos antes do início do Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS), realizado nesta sexta-feira, García referiu-se à reunião realizada na véspera entre representantes ministeriais e deste órgão sindical de negociação, na qual foi acordado manter aberto o diálogo e estabelecer uma “vontade de negociar”. Além disso, foram confirmadas reuniões nas próximas semanas.

No entanto, o Comitê de Greve indicou que este encontro serviu apenas para desbloquear a situação de ruptura das negociações ocorrida em dezembro por parte do Ministério da Saúde e para retomar o diálogo. As posições ainda permanecem muito distantes devido à enorme divergência de abordagens em relação a temas de vital importância, como o próprio Estatuto e âmbito de negociação, a classificação profissional e a jornada de trabalho e os plantões.

Esse órgão garantiu ter obtido um certo compromisso de mediar junto às Administrações das comunidades autônomas e de fornecer novos documentos para análise em uma próxima reunião ainda a ser determinada. No entanto, afirmou não compreender as insinuações da ministra sobre o fim da greve.

De fato, declarou que tal comportamento “leva a pensar que se trata de uma nova estratégia para confundir a opinião pública e deslegitimar o interlocutor sindical, atribuindo-lhe até mesmo uma desunião que não existe, o que considera um exemplo de má-fé nas negociações e evidencia que o Ministério não tem verdadeira vontade de diálogo”.

DIFERENÇAS DE POSIÇÕES

Aprofundando as diferenças de posições, o Comitê de Greve se referiu à jornada de trabalho, na qual os sindicatos pedem um máximo obrigatório de 35 horas semanais, igual ao restante dos profissionais, enquanto a Saúde oferece um máximo obrigatório de 45 horas em cálculo trimestral, apenas para médicos e profissionais da área médica.

Além disso, essas organizações reivindicam uma mesa de negociação específica com o coletivo médico e clínico, enquanto o Ministério defende o reforço do Fórum da Profissão Médica e mesas técnicas específicas não negociadoras.

Em termos de classificação profissional, solicitam que as profissões atuais com a máxima responsabilidade no processo de assistência, de acordo com a Lei Orgânica das Profissões da Saúde (LOPS), sejam colocadas em um grupo profissional claramente diferenciado do restante, e esta pasta governamental mantém a classificação proposta no Estatuto-Quadro, com a nuance da FSE e do nível de responsabilidade clínica, mas sem qualquer concretização.

Por fim, o Comitê de Greve reivindica uma “proposta clara” para que todas as horas trabalhadas além da jornada normal sejam contabilizadas quantitativamente no cálculo da idade de aposentadoria. Por sua vez, o departamento liderado por García remete à normativa específica da Previdência Social, que em nenhum caso contempla a contabilização dessas horas de jornada não normal e de caráter obrigatório.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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