Fernando Sánchez - Europa Press
Esta sexta-feira solicitou uma reunião urgente com o Ministério MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) - O Comitê de Greve dos médicos lembrou ao Ministério da Saúde que deve negociar com eles, e não com o Fórum da Profissão Médica da Espanha (FPME), para pôr fim às mobilizações e à greve convocadas contra o Estatuto-Quadro.
“Após a divulgação, nas últimas horas, de vários comunicados que dão por iniciada uma suposta negociação entre o Ministério da Saúde e o Fórum da Profissão Médica, o Comitê de Greve considera necessário fazer uma série de esclarecimentos”, afirma em comunicado.
Assim, sublinha que o Fórum da Profissão Médica da Espanha, do qual fazem parte, entre outras organizações médicas, o Conselho Geral dos Colégios de Médicos (CGCOM) e a Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM), tem caráter “exclusivamente consultivo”.
“O Comitê de Greve agradece sinceramente o apoio prestado pelo FPME às mobilizações do nosso coletivo e à greve em curso, mas o Fórum não é o convocador dessas ações nem faz parte da negociação que poderia pôr fim a elas”, esclarece.
Segundo o Comitê, em uma reunião mantida com o FPME, a ministra da Saúde, Mónica García, manifestou sua disposição de continuar negociando com o coletivo, sob a condição de que fossem suspensas as mobilizações convocadas e a greve.
“Nessa reunião, foi-lhe dito que essa negociação só pode ser realizada com o Comitê de Greve e que a suspensão das mobilizações cabe ao CESM, organização convocante com implantação nacional, em coordenação com o referido Comitê de Greve”, explica.
Esta oferta, acrescenta, foi transmitida às organizações sindicais membros da CESM e do Comité de Greve, que deveriam avaliá-la e dar uma resposta. No entanto, o Comité assegura que, antes que essa avaliação pudesse ocorrer, o Ministério divulgou um comunicado de imprensa afirmando que a negociação já tinha começado.
“Apesar de que a única coisa que existe entre o Ministério e a FPME é o diálogo institucional que ambas as organizações têm o direito e o dever de manter no âmbito de suas competências, mas não uma negociação relativa à convocação ou suspensão de nossas mobilizações”, ressalta.
Por isso, o Comitê quer desmentir “de forma unânime” que exista uma negociação em andamento com o Ministério e lembra que é o único órgão legalmente legitimado para realizar uma negociação dessa natureza, com o objetivo de chegar a um acordo e pôr fim à greve.
“Continuamos, portanto, à espera de uma convocatória do Ministério da Saúde a esse respeito, e nesta sexta-feira foi apresentado um pedido oficial de reunião urgente, além de ter sido enviada nos últimos dias documentação para essa negociação”, acrescenta o comunicado.
Por último, insta o Ministério a que, «para além de declarações vagas de disponibilidade para o diálogo», lhe envie uma proposta concreta de negociação que permita avançar para a resolução do conflito atual.
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