Álex Zea - Europa Press - Arquivo
MADRID, 1 jun. (EUROPA PRESS) -
O Comitê de Greve repreendeu o Ministério da Saúde por sua “escassa disposição para negociar”, ao concluir “sem propostas” a reunião realizada entre ambas as partes nesta segunda-feira, o que, para os sindicatos, confirma a “total falta de capacidade e vontade” do departamento liderado por Mónica García para resolver o conflito, que continua com a greve nacional convocada para os dias 15 a 19 de junho.
Os sindicatos médicos e o Ministério da Saúde se reuniram por “pouco mais de uma hora e meia”, conforme informou o Comitê de Greve em um comunicado, no qual destacou que a única “novidade” foi a intenção do ministério de se reunir “nos próximos dias” com o Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS).
Segundo o Comitê, o CISNS abordará possíveis fórmulas que permitam que médicos e profissionais da área tenham um espaço próprio para negociar suas condições de trabalho com o governo e, nesse sentido, esclarecerá quais competências cabem ao Ministério da Saúde e quais às comunidades autônomas, a fim de avaliar a margem de manobra de cada um.
Precisamente, a ministra da Saúde, Mónica García, destacou na manhã desta segunda-feira o papel das comunidades autônomas, afirmando que as “únicas reivindicações” dos profissionais de saúde que “permanecem em aberto” são de sua “competência”, pelo que “chegou ao fim” o tempo de “se esconder atrás do Ministério da Saúde”.
“No Ministério, fizemos nosso trabalho, demonstramos empatia e assumimos as reivindicações que dizem respeito às competências do Ministério”, destacou após a apresentação do relatório ‘Estado de saúde e uso do sistema de saúde pela população migrante na Espanha’.
MESMOS DIREITOS E EXIGÊNCIAS LABORAIS
Durante a reunião, os representantes do Comitê de Greve reiteraram suas reivindicações, que continuam centradas em um Estatuto e um âmbito de negociação próprios, uma classificação profissional diferenciada e uma jornada de trabalho justa.
Nessa linha, exigiram que, se a intenção do Ministério da Saúde é manter o grupo dentro de uma norma comum, sejam aplicados aos médicos e profissionais de saúde os “mesmos direitos e exigências laborais” que ao restante dos profissionais de saúde, “sem distinção de qualquer tipo”.
No entanto, o Comitê insistiu que se reunirá quantas vezes forem necessárias, “desde que haja propostas claras e vontade de negociar sobre a mesa, e não meras estratégias dilatórias”. Para concluir, lembrou que a convocação da greve médica nacional de 15 a 19 de junho se mantém.
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