Publicado 01/06/2026 12:31

O Comitê de Greve critica o Ministério da Saúde por sua “total falta de vontade” de resolver o impasse e mantém a greve

O Ministério da Saúde manifesta sua intenção de abordar, no âmbito do CISNS, demandas como a criação de um espaço próprio de negociação

Archivo - Arquivo - Manifestação convocada pelo Sindicato Médico Andaluz por ocasião do terceiro dia consecutivo de greve contra o estatuto-quadro aprovado pelo Ministério da Saúde. Em 18 de fevereiro de 2026, em Málaga (Andaluzia, Espanha). Os profission
Álex Zea - Europa Press - Arquivo

MADRID, 1 jun. (EUROPA PRESS) -

O Comitê de Greve repreendeu o Ministério da Saúde por sua “escassa disposição para negociar”, ao concluir “sem propostas” a reunião realizada entre ambas as partes nesta segunda-feira, o que, para os sindicatos, confirma a “total falta de capacidade e vontade” do departamento liderado por Mónica García para resolver o conflito, que continua com a greve nacional convocada para os dias 15 a 19 de junho.

Os sindicatos médicos e o Ministério da Saúde se reuniram por “pouco mais de uma hora e meia”, conforme informou o Comitê de Greve em um comunicado, no qual destacou que a única “novidade” foi a intenção do ministério de se reunir “nos próximos dias” com o Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS).

Segundo o Comitê, o CISNS abordará possíveis fórmulas que permitam que médicos e profissionais da área tenham um espaço próprio para negociar suas condições de trabalho com o governo e, nesse sentido, esclarecerá quais competências cabem ao Ministério da Saúde e quais às comunidades autônomas, a fim de avaliar a margem de manobra de cada um.

Precisamente, a ministra da Saúde, Mónica García, destacou na manhã desta segunda-feira o papel das comunidades autônomas, afirmando que as “únicas reivindicações” dos profissionais de saúde que “permanecem em aberto” são de sua “competência”, pelo que “chegou ao fim” o tempo de “se esconder atrás do Ministério da Saúde”.

“No Ministério, fizemos nosso trabalho, demonstramos empatia e assumimos as reivindicações que dizem respeito às competências do Ministério”, destacou após a apresentação do relatório ‘Estado de saúde e uso do sistema de saúde pela população migrante na Espanha’.

MESMOS DIREITOS E EXIGÊNCIAS LABORAIS

Durante a reunião, os representantes do Comitê de Greve reiteraram suas reivindicações, que continuam centradas em um Estatuto e um âmbito de negociação próprios, uma classificação profissional diferenciada e uma jornada de trabalho justa.

Nessa linha, exigiram que, se a intenção do Ministério da Saúde é manter o grupo dentro de uma norma comum, sejam aplicados aos médicos e profissionais de saúde os “mesmos direitos e exigências laborais” que ao restante dos profissionais de saúde, “sem distinção de qualquer tipo”.

No entanto, o Comitê insistiu que se reunirá quantas vezes forem necessárias, “desde que haja propostas claras e vontade de negociar sobre a mesa, e não meras estratégias dilatórias”. Para concluir, lembrou que a convocação da greve médica nacional de 15 a 19 de junho se mantém.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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