Manterá todas as medidas de pressão e mobilização necessárias enquanto as questões continuarem sem solução
MADRID, 1 set. (EUROPA PRESS) -
O Comitê de Greve Médica destacou que o diálogo com a ministra da Saúde, Mónica García, já está “esgotado” após a “falta de abertura” observada na aprovação, nesta terça-feira e em segunda votação no Conselho de Ministros, do Estatuto-Quadro.
“Não haverá Estatuto-Quadro para os médicos sem a participação dos médicos”, afirmaram os sindicatos que compõem o comitê, os quais denunciaram “a teimosia do Ministério da Saúde em seguir adiante com um Estatuto-Quadro que conta com a rejeição de médicos e profissionais da área, ignorando meses de greves, mobilizações e repetidas tentativas de alcançar uma negociação real”.
Na opinião do Comitê de Greve, “é incompreensível que, após um conflito dessa magnitude, o Ministério da Saúde tenha deixado o verão passar sem fazer uma tentativa real de aproximação e pretenda agora continuar a reforma praticamente a partir do mesmo ponto”. De fato, confirmou que “as reivindicações fundamentais dos médicos e profissionais da área continuam sem solução”.
Nesse sentido, e após insistir que “o conflito médico continua em aberto”, afirmou que é necessário abordar o reconhecimento e a classificação profissional, a jornada de trabalho, os plantões e os intervalos, as particularidades decorrentes da formação e da responsabilidade, bem como um âmbito próprio de negociação para as condições específicas de trabalho.
AO PARLAMENTO SEM O CONSENSO DOS MÉDICOS
Agora, a próxima etapa em relação a essa norma é a tramitação parlamentar, à qual se chega, segundo essas organizações sindicais, “sem ter obtido o consenso dos médicos e sem ter garantido o consenso necessário”. “Os partidos da oposição manifestaram sua rejeição à reforma e também há posições críticas entre forças políticas cujos votos são relevantes para as iniciativas legislativas do governo”, lembraram a esse respeito.
“É difícil compreender por que o Ministério da Saúde preferiu manter o confronto em vez de aproveitar esses meses para buscar um acordo”, enfatizaram, ao mesmo tempo em que destacaram que os acordos alcançados pelos sindicatos médicos em diferentes comunidades autônomas “demonstram precisamente que, quando existe vontade política para negociar com os médicos, há acordo”.
Por fim, e após ressaltar que o Estatuto-Quadro “permite uma jornada de trabalho diferenciada exclusivamente para médicos e profissionais da área médica”, o Comitê de Greve informou que continuará defendendo suas reivindicações perante os grupos parlamentares e manterá todas as medidas de pressão e mobilização necessárias enquanto as causas que originaram o conflito continuarem sem solução.
O Comitê de Greve, formado pela Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM) juntamente com o Sindicato Médico Andaluz (SMA), Metges de Catalunya (MC), a Associação de Médicos e Profissionais de Nível Superior de Madri (AMYTS), o Sindicato Médico do País Basco (SME) e o Sindicato dos Médicos Independentes da Galícia (O’MEGA), lamenta que “nada tenha mudado porque o Ministério não quis mudar nada”.
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