Publicado 16/06/2026 10:59

A Comissão pelo Diploma convoca greve por tempo indeterminado dos técnicos superiores da área da saúde a partir de 13 de outubro

Manifestantes durante uma manifestação dos Técnicos Superiores de Saúde (TSS) em frente ao Ministério da Fazenda, em 29 de maio de 2026, em Madri (Espanha). A manifestação foi realizada para exigir que o Ministério da Fazenda desbloqueie a reclassificação
Marta Fernández - Europa Press

MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -

A Comissão pelo Grau anunciou nesta terça-feira a convocação de uma greve por tempo indeterminado dos técnicos superiores de saúde (TSS), que terá início a partir de 13 de outubro, devido à “total ausência de avanços nas reivindicações históricas do grupo e à falta de disposição para o diálogo por parte dos ministérios competentes”.

Conforme detalhado em um comunicado, o “motivo principal” é a “recusa persistente” das administrações em aplicar o reconhecimento profissional e salarial associado ao Grupo B, previsto no artigo 76 da Lei 7/2007, de 12 de abril, do Estatuto Básico do Funcionário Público (EBEP), que estabelece expressamente que, para o acesso aos corpos ou escalas do Grupo B, é exigido possuir o título de Técnico Superior.

“Dezenove anos após a aprovação dessa norma, os técnicos superiores da área da saúde continuam sem ver esse reconhecimento se concretizar em suas condições profissionais e salariais, perpetuando-se uma situação de injustiça que contradiz o espírito e a finalidade da própria lei”, afirmou.

Nesse sentido, a Comissão pelo Grau denunciou o “desrespeito reiterado” ao coletivo de técnicos superiores da área da saúde, que há anos vem suportando “promessas não cumpridas, compromissos sistematicamente adiados e uma injustiça comparativa contínua e inaceitável em relação aos demais profissionais da saúde”.

Por isso, a Comissão pelo Grau destacou que a mobilização é o “único caminho” para dar visibilidade às reivindicações e, por meio da greve, busca defender a dignidade profissional de milhares de trabalhadores que sustentam diariamente “serviços essenciais” de diagnóstico, laboratório, imagem médica, anatomia patológica, radioterapia, documentação de saúde e outras áreas estratégicas do sistema de saúde.

A Comissão precisou que formalizará e concretizará, ao longo desta semana, a convocação da greve por tempo indeterminado junto aos órgãos competentes, em cumprimento a todos os trâmites legais e administrativos exigidos para sua realização. Além disso, informará pontualmente ao coletivo e à população sobre os detalhes organizacionais e as ações que acompanharão esta nova fase de mobilização.

Em seguida, fez um apelo a todos os técnicos superiores da área da saúde para que participem ativamente dessa mobilização e demonstrem “a unidade” de um coletivo que “já não está disposto a aceitar mais atrasos, desculpas nem promessas vazias”.

Embora tenha afirmado que mantém sua disposição para o diálogo e a negociação — exigindo que estes ocorram “de forma imediata, séria e com compromissos concretos” —, destacou que “não aceitará novos adiamentos” no que diz respeito ao cumprimento da classificação e da remuneração previstas na legislação de 2007.

“No dia 13 de outubro, começa uma nova etapa de mobilização. Porque o cumprimento da lei não pode continuar sendo adiado. Porque sem reconhecimento não há justiça. Porque sem diálogo não há solução. Porque os técnicos superiores da área da saúde merecem o respeito e a consideração que vêm reivindicando há anos”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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