MADRID 31 jan. (EUROPA PRESS) - A coalizão xiita Marco de Coordenação renovou neste sábado a nomeação de Nuri al Maliki como candidato a primeiro-ministro do país, após as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar a ajuda ao Iraque se Al Maliki fosse eleito para o cargo. Al Maliki já ocupou o cargo entre 2006 e 2014. “A eleição do primeiro-ministro é uma questão puramente constitucional e iraquiana, decidida por mecanismos políticos que servem aos interesses nacionais e longe de ditames estrangeiros”, destacou Marco de Coordenação em um comunicado divulgado pela agência de notícias iraquiana Shafaq.
A cúpula do Marco de Coordenação se reuniu neste sábado na residência de Al Maliki e posteriormente publicou a declaração, na qual também defendem a necessidade de manter relações “equilibradas” com a comunidade internacional, em particular com as potências globais, com respeito mútuo e sem interferência nos assuntos internos do Iraque.
Trump ameaçou cortar a ajuda ao Iraque se Al Maliki fosse reeleito primeiro-ministro. “A última vez que ele esteve no poder, o país mergulhou na pobreza e no caos total. Não se deve permitir que isso aconteça novamente”, disse o magnata em uma mensagem nas redes sociais, na qual classificou suas políticas de “absurdas”.
Estava previsto que os deputados iraquianos votassem na terça-feira para eleger o novo presidente do país e que o futuro chefe de Estado encarregasse Al Maliki de formar o próximo governo, embora o presidente do Parlamento, Haibat al Halbusi, tenha adiado a sessão.
No Iraque, vigora um acordo de cotas sectárias desde a invasão americana de 2003, que estabelece que o presidente do Parlamento deve ser membro da comunidade sunita, enquanto o primeiro-ministro deve ser xiita e o presidente do país deve ser curdo.
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