Publicado 16/07/2025 10:01

A CNMC considera que a minuta da Lei de Medicamentos "está indo na direção certa".

Ele propõe outras melhorias relacionadas a marketing, publicidade, transparência ou intervenção nos preços.

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MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Nacional de Mercados e Concorrência (CNMC) indicou que o Projeto de Lei sobre Medicamentos e Dispositivos Médicos "está indo na direção certa", depois que as recomendações anteriores da agência sobre a promoção da concorrência e da boa regulamentação foram incorporadas ao texto.

Isso pode ser visto no Relatório sobre o Projeto de Lei que a CNMC publicou e no qual analisa, a pedido do Ministério da Saúde, os regulamentos que estão sendo elaborados pelo departamento chefiado pela ministra Monica Garcia, que anunciou há algumas semanas sua intenção de levar o texto ao Conselho de Ministros em setembro.

O órgão regulador avaliou positivamente as mudanças incluídas no futuro regulamento. Conforme detalhado, a maioria delas, como a reforma do sistema de preços de referência e o maior papel dos pacientes na escolha dos medicamentos, segue as recomendações feitas em estudos anteriores.

Mesmo assim, propôs novas melhorias relacionadas a marketing, publicidade, transparência e intervenção nos preços. Entre elas, aconselha a abertura da venda on-line de medicamentos sem receita, que o texto atual reserva para as farmácias, e a permissão da venda à distância de produtos de saúde financiados sem receita quando as garantias necessárias são fornecidas.

Com relação às limitações à publicidade de medicamentos, sugere uma melhor justificativa das restrições e infrações, bem como exceções para campanhas de saúde pública. Recomenda também que o projeto de lei inclua critérios para substituir as autorizações por declarações de responsabilidade para produtos com baixo impacto na saúde.

Além disso, ela pede um regime mais flexível de incompatibilidades na cadeia de suprimento de medicamentos, que atualmente proíbe a integração vertical entre os diferentes agentes envolvidos. Na ausência dessa proibição geral, diz o documento, poderiam ser obtidas "eficiências em potencial".

As propostas também incluem a redução da discricionariedade na autorização de medicamentos, o estabelecimento de prazos para as decisões e a possibilidade de correção de erros ou de complementação de informações sobre os pedidos. Nessa linha, questiona os requisitos de licenciamento para alguns dispositivos médicos e, em todo caso, aconselha a simplificação do procedimento para obtê-los.

No campo da avaliação da tecnologia da saúde, recomenda intensificar o papel dos relatórios de posicionamento terapêutico (TPRs), evitando a duplicação administrativa e fornecendo razões adequadas para decisões que se desviem dos aspectos estabelecidos no relatório de avaliação científica.

RECOMENDAÇÕES PARA A FARMÁCIA RURAL

Além disso, ele solicita medidas específicas para farmácias em áreas isoladas ou economicamente deprimidas, de acordo com as propostas feitas em um estudo anterior. Também aconselha a reconsideração da reserva de atividade para gerentes técnicos de farmácia em entidades de distribuição.

Com relação à transparência dos acordos de financiamento, solicita que sua publicidade seja reforçada, desde que seja respeitada a confidencialidade das informações comercialmente sensíveis. Em todo caso, lembra que a CNMC deve ter acesso a essas informações quando for necessário para suas funções investigativas.

Recomenda também maior especificidade e justificativa para a intervenção nos preços de medicamentos e produtos para a saúde não incluídos na provisão farmacêutica do Sistema Nacional de Saúde (SNS), bem como a consideração de outros fatores além do preço para a definição das margens de distribuição e a introdução de um mecanismo de devolução ao SNS ("clawback") para descontos na cadeia de distribuição.

Nesse ponto, propõe uma avaliação terapêutica e econômica contínua e repetida ao longo do tempo de medicamentos inovadores, aproveitando o potencial das novas tecnologias.

Por fim, o relatório pede maior transparência e segurança jurídica na classificação das empresas no programa Profarma, cujo plano para o período 2025-2026 foi apresentado pelo Ministério da Indústria e Turismo na última segunda-feira, e para seguir as diretrizes da CNMC sobre compras públicas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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