Publicado 29/09/2026 08:48

O CNIC lança a campanha “Cada batida cardíaca conta” para divulgar à sociedade os avanços no tratamento de doenças cardiovasculares

Imagem da campanha.
CNIC

MADRID 29 set. (EUROPA PRESS) -

O Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares Carlos III (CNIC) lançou a campanha “Cada batimento conta”, uma iniciativa destinada a divulgar à sociedade alguns dos avanços científicos que estão transformando a prevenção e o tratamento das doenças cardiovasculares.

Por ocasião do Dia Mundial do Coração, o CNIC mostra como seus diversos programas científicos têm como objetivo antecipar-se às doenças cardiovasculares para melhorar a saúde e a qualidade de vida da população.

Desde a saúde digital e a inteligência artificial até a regeneração cardíaca, passando pelas doenças cardiometabólicas e pela conexão entre coração e cérebro, as pesquisas desenvolvidas buscam transformar o conhecimento científico em ferramentas que permitam detectar mais cedo, prevenir melhor e tratar de forma mais eficaz as doenças cardiovasculares.

A campanha reflete o trabalho desenvolvido pelo centro em quatro áreas estratégicas: saúde digital para melhorar a prevenção cardiovascular, terapias regenerativas preventivas, doenças cardiometabólicas e saúde cardiovascular e cerebral.

SAÚDE DIGITAL PARA MELHORAR A PREVENÇÃO CARDIOVASCULAR

Por meio do programa “Saúde digital para melhorar a prevenção cardiovascular”, o CNIC utiliza a saúde digital, a inteligência artificial, imagens avançadas e biomarcadores para detectar o risco cardiovascular antes que os sintomas apareçam.

Nesse âmbito, estudos como o “PESA-Health Santander” e o “REACT”, que integram informações clínicas, dados de atividade física, qualidade do sono, imagens cardiovasculares e análises ômicas, ajudam a compreender melhor como a doença cardiovascular se desenvolve antes que suas manifestações clínicas apareçam.

Por sua vez, a iniciativa europeia “JACARDI”, da qual o CNIC faz parte, trabalha para aprimorar a coleta, a harmonização e o intercâmbio de dados sobre doenças cardiovasculares e diabetes entre países europeus, contribuindo para a criação de uma rede europeia de registros dessas doenças.

Outros exemplos com essa abordagem são o ‘COMPASS’ e o ‘GRACE’, projetos europeus dos quais o CNIC participa e que incorporam inteligência artificial, biomarcadores, ressonância magnética, dispositivos portáteis e ferramentas digitais para aprimorar a detecção e o atendimento cardiovascular.

IDENTIFICAR O RISCO METABÓLICO ANTES DO DIAGNÓSTICO

O programa de Doença Cardiometabólica do CNIC tem como objetivo compreender as alterações cardiovasculares que surgem ainda antes do diagnóstico de pré-diabetes ou diabetes.

As doenças cardiovasculares e o diabetes compartilham fatores de risco e, com frequência, começam a se desenvolver muito antes de serem diagnosticadas.

No CNIC, estuda-se como fatores como alterações metabólicas, o acúmulo precoce de aterosclerose, alterações vasculares ou determinados hábitos de vida podem atuar durante anos sem produzir sintomas. Por isso, o CNIC analisa os sinais que permitem intervir a tempo: alterações no metabolismo, na pressão arterial, no colesterol, na glicose, na composição corporal ou nos hábitos de vida.

Estudos como o ‘PESA-CNIC-Santander’, o ‘PESA Health’ e o ‘REACT’ estão permitindo identificar esses sinais precoces e compreender melhor os mecanismos que antecedem as doenças cardiovasculares.

Nessa linha, insere-se o projeto “AI-POCVUS-REACT”, liderado pelo CNIC, que desenvolveu um dispositivo portátil de ultrassom vascular assistido por inteligência artificial para facilitar a detecção precoce de alterações arteriais e promover uma prevenção cardiovascular mais personalizada.

Outro exemplo do impacto da pesquisa do CNIC na prática clínica é o estudo “REBOOT”, coordenado pelo centro, que identificou que alguns pacientes com infarto não obtêm benefício com o uso sistemático de betabloqueadores. Seus resultados contribuíram para otimizar o tratamento de determinados pacientes após um infarto do miocárdio.

PESQUISAR ANTES QUE O DANO SEJA IRREVERSÍVEL

Segundo o CNIC, intervir antes que o dano cardiovascular se torne irreversível é um dos grandes desafios da pesquisa. Quando o dano já ocorreu, também é preciso encontrar formas de repará-lo ou limitar suas consequências.

A pesquisa básica e translacional é a base do programa de Terapias Regenerativas Preventivas do CNIC, voltado para intervir nas fases iniciais do dano miocárdico antes que ele evolua para insuficiência cardíaca.

Nesse âmbito, o CNIC tem em andamento o “REACTIVA”, um projeto que explora como reativar mecanismos próprios do coração adulto para promover sua regeneração e abrir novos caminhos para reparar o tecido cardíaco danificado.

Além disso, o CNIC desenvolve pesquisas voltadas para proteger a saúde cardiovascular de pessoas que estão em tratamento contra o câncer.

Estudos como o “RESILIENCE” buscam prevenir a cardiotoxicidade associada a determinados tratamentos contra o câncer, como as antraciclinas, além de identificar o dano cardiovascular em seus estágios mais iniciais. O ‘COMPASS’ é outro exemplo dessa abordagem, que utiliza inteligência artificial, biomarcadores e imagens avançadas para detectar precocemente complicações cardiovasculares em pacientes com câncer e sobreviventes.

CUIDAR DO CORAÇÃO TAMBÉM PROTEGE O CÉREBRO

O CNIC destaca que a saúde cardiovascular e a saúde cerebral estão profundamente interligadas. De fato, controlar os fatores de risco cardiovasculares e prevenir a aterosclerose também ajuda a proteger o cérebro.

O programa de Saúde Cardiovascular e Cerebral do CNIC tem como objetivo compreender os mecanismos que ligam os fatores de risco cardiovasculares e a aterosclerose ao declínio cognitivo e à demência.

Nesse contexto, o estudo “PESA-Brain CNIC-Santander” constitui um dos exemplos mais relevantes. Suas pesquisas analisam a relação entre a aterosclerose subclínica e as alterações cerebrais precoces, fornecendo evidências de como as mudanças que ocorrem silenciosamente nas artérias também podem afetar a saúde cerebral décadas antes do surgimento dos sintomas.

Os resultados obtidos até o momento reforçam a importância de controlar fatores de risco como hipertensão, colesterol elevado, diabetes, tabagismo ou sedentarismo, não apenas para prevenir doenças cardiovasculares, mas também para preservar a função cognitiva e a saúde cerebral a longo prazo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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