MADRID 19 jun. (Portaltic/EP) -
A CMF, submarca econômica da Nothing, não lançará um novo modelo de smartphone este ano devido ao alto preço que as memórias atingiram no mercado, mas garante que tem planejado o lançamento de outros produtos e a chegada de novas categorias.
A indústria de tecnologia enfrenta atualmente uma crise de escassez de memória devido às necessidades da inteligência artificial, o que está fazendo com que os centros de dados acaparem a produção desses componentes em detrimento do setor de consumo.
O resultado é um aumento nos preços que nem todas as marcas podem arcar. Conforme compartilhou recentemente o diretor executivo da Nothing, Carl Pei, a memória se tornou “o componente mais caro de um smartphone”, podendo representar “mais de 50% do custo total do hardware”.
Essa situação leva as empresas do setor de consumo a decidir se lançam um novo produto a um preço mais alto ou se tentam conter o preço final em troca de retirar funcionalidades e reduzir especificações. O cofundador da CMF, Akis Evangelidis, no entanto, optou por outro caminho: não lançar um novo “smartphone”.
“Estávamos trabalhando em um sucessor [do CMF Phone 2 Pro], mas, com os preços da memória nos níveis atuais, não podemos construir um telefone que pareça um avanço genuíno a um preço que faça sentido para a CMF”, explicou ele em um comunicado compartilhado na rede social X (antigo Twitter).
Isso significa que a CMF não lançará nenhum novo “smartphone” em 2026. Apesar desse anúncio, o catálogo da CMF para este ano não será afetado, já que a empresa planeja lançar novos produtos e até mesmo entrar em “algumas categorias completamente novas”.
A CMF surgiu como submarca da Nothing no verão de 2023, com uma proposta mais econômica e descontraída de tecnologia de consumo, que inclui smartphones, fones de ouvido sem fio (do tipo fone de cabeça e do tipo “buds”), relógios e carregadores.
Em setembro do ano passado, tornou-se uma subsidiária independente da Nothing com sede na Índia, que trabalha com a Nothing por meio da joint venture de fabricação com a Optiemus.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático