Publicado 09/05/2026 21:31

Clavijo desafia o governo e garante que não autorizará a atracação do navio Hondius na ilha de Tenerife

O presidente das Canárias, Fernando Clavijo, presta declarações à imprensa em Bruxelas
EUROPA PRESS

MADRID 10 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente das Canárias, Fernando Clavijo, afirmou neste domingo que não autorizará a atracação do navio de cruzeiro MV Hondius em Tenerife para “não sermos cúmplices de algo que coloca em risco a segurança sanitária” das ilhas.

“Lamento a falta de diálogo com o Governo da Espanha, a falta de entrega dos relatórios e a falta de uma explicação lógica para que, se os passageiros estão bem, possam entrar em um ônibus e não em um avião de 250 passageiros”, explicou o governador em um vídeo publicado em suas redes sociais enquanto atendia à imprensa.

Clavijo quis demonstrar “todo o seu apoio” aos passageiros do navio e criticou duramente o Executivo nacional, garantindo que, das Canárias, “foi feito todo o possível para facilitar” o trabalho em Cabo Verde.

“A recusa sistemática dos três ministros que vieram, a falta de abertura ao diálogo e a ausência de uma explicação científica sobre como isso colocaria em risco a segurança, se os passageiros estão saudáveis, como eles afirmaram, ao colocar 14, 15 ou 20 passageiros a mais em um avião no qual viajam 14 e que tem capacidade para 200 pessoas, diante dessa ausência, entendemos que nos faltam informações, não vemos que haja qualquer critério científico, nenhum protocolo que certifique ou diga que tem de ser assim, e que vamos colocar em risco a população de Tenerife", esclareceu.

Da mesma forma, o presidente das Canárias precisou que “não há nenhum relatório técnico que garanta risco zero” para a operação e afirma seguir os critérios das autoridades regionais “que recomendam que o navio permaneça o menor tempo possível” em águas canárias.

“Não temos nenhum relatório técnico que nos diga que o risco é zero. É isso que nos falta, porque o governo da Espanha não nos forneceu. E temos critérios técnicos do governo das Canárias que recomendam que o navio permaneça o menor tempo possível ancorado na doca”, informou em entrevista transmitida pela emissora de televisão La Sexta.

Por sua vez, ele afirmou estar “preocupado” porque, dada a natureza do vírus, roedores possam descer pelas laterais do navio e “colocar em risco a segurança dos canários”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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