Publicado 22/05/2026 09:36

O CISNS aprova critérios para a distribuição de 39 milhões para ações do Plano de Saúde Mental e quase 18 milhões para a prevenção d

O CISNS aprova critérios para a distribuição de 39 milhões para ações do Plano de Saúde Mental e quase 18 milhões para a prevenção do suicídio
MINISTERIO DE SANIDAD

Com base na orientação comunitária, na garantia dos direitos humanos e na equidade

MADRID, 22 maio (EUROPA PRESS) -

O Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS), realizado nesta sexta-feira de forma virtual, resultou na aprovação dos critérios para a distribuição de 39 milhões de euros destinados à realização de ações previstas no “Plano de Ação de Saúde Mental” e de 17,83 milhões para ações de prevenção do suicídio durante este ano.

Este encontro entre o Ministério da Saúde e os secretários da área das comunidades autônomas, presidido pela ministra da Saúde, Mónica García, serviu para dar, assim, luz verde a esses princípios de distribuição e aplicação dos fundos. Para ter acesso a esses recursos, os governos regionais e o Instituto Nacional de Gestão Sanitária (INGESA) “deverão apresentar relatórios técnicos e econômicos dos projetos”, indicou este departamento ministerial.

Esses documentos deverão incorporar “obrigatoriamente” critérios relacionados “à orientação comunitária, à garantia dos direitos humanos e à equidade”, continuou, acrescentando que a primeira “é definida como uma abordagem que situa a pessoa em seu ambiente social, familiar e comunitário, levando em conta fatores biológicos, psicológicos, sociais, culturais e econômicos”.

Nesse contexto, explicou que “os projetos poderão ser desenvolvidos por meio de intervenções individuais e familiares, ações em grupo ou iniciativas coordenadas com recursos e agentes comunitários”. Assim, entre as ações que poderão ser financiadas estão incluídas “o fortalecimento de centros de atendimento diurno, equipes móveis de atendimento comunitário, programas de hospitalização domiciliar e projetos de intervenção em bairros e ambientes comunitários”, esclareceu.

Após afirmar que, por outro lado, “não serão financiados projetos centrados exclusivamente no aumento de leitos ou em reformas estruturais de hospitais de média e longa permanência”, ele ressaltou que, “no que diz respeito aos Direitos Humanos, os projetos deverão garantir a dignidade, a autonomia pessoal e o consentimento informado dos usuários, em conformidade com padrões internacionais, como o instrumento ‘QualityRights’ da Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

“Da mesma forma, estão previstas ações voltadas para a redução de contenções mecânicas, o desenvolvimento de modelos de ‘portas abertas’ em unidades de internação e a incorporação de mecanismos de avaliação participativa por parte dos usuários e suas famílias”, continuou, acrescentando que “não poderão ser financiadas ações que promovam práticas coercitivas ou restritivas de direitos”.

PRIORIZAR GRUPOS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE

O Ministério referiu-se, também, ao critério de equidade, sobre o qual explicou que “as ações deverão orientar-se para a redução das desigualdades sociais na Saúde Mental e priorizar grupos em situação de vulnerabilidade, entre eles pessoas em situação de ‘sem-teto’, menores no sistema de proteção e mulheres vítimas de violência de gênero”.

O outro acordo alcançado nesta sessão do CISNS foi o relativo ao suicídio, âmbito no qual se destacou que “os projetos deverão incorporar ações direcionadas a populações de alto risco e mecanismos de avaliação que permitam analisar os resultados sob uma perspectiva de equidade”.

Além disso, foi informado que também serão incorporados “critérios de excelência” para “a identificação de boas práticas dentro do SNS”. “Entre eles figuram a participação ativa de usuários e familiares na tomada de decisões, o trabalho intersetorial sobre determinantes sociais da saúde e a incorporação de especialistas por experiência na concepção, implementação e avaliação de projetos”, enumerou.

“Também serão valorizadas ações que incluam mecanismos estáveis de coordenação entre áreas como Saúde, serviços sociais, habitação, emprego ou educação”, prosseguiu este órgão governamental, que concluiu lembrando que os fundos estabelecidos “fazem parte das ações impulsionadas no âmbito da ‘Estratégia de Saúde Mental 2022-2026’ e dos planos de ação aprovados para a Saúde Mental e a prevenção do suicídio".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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