MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
O implante de uma prótese de silicone personalizada é um tratamento cirúrgico que oferece uma "alternativa estética eficaz, permanente ao longo do tempo, com uma recuperação rápida e resultados imediatos" para corrigir a deformidade da mama afundada, afirma o chefe do Serviço de Cirurgia Torácica da Policlínica Gipuzkoa, Dr. José Miguel Izquierdo.
Essa opção recentemente introduzida é "ideal" para pacientes adultos jovens: pode ser realizada a partir dos 16 anos, em qualquer idade, diz o especialista. Além disso, é menos invasiva e permite que o defeito estético seja corrigido sem modificar a estrutura óssea. Ela é realizada com base em uma varredura torácica que permite projetar uma prótese personalizada em 3D.
No entanto, o procedimento requer uma curta internação hospitalar e permite que o paciente retorne à vida normal em poucos dias, evitando esportes de impacto nos primeiros três meses.
O pectus excavatum, também conhecido como peito afundado, é uma deformidade congênita da parede torácica que se torna mais evidente durante a adolescência e, hoje, conta com esse recente tratamento estético e cirúrgico, além de outros dois anteriores, explica o Dr. Izquierdo.
Uma das opções é a cirurgia reconstrutiva aberta, conhecida como técnica de "Ravitch", indicada em casos graves, que vem sendo aplicada há cinquenta anos e requer ressecção de cartilagem e reposicionamento do esterno.
A outra opção é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva mais recente, conhecida como técnica de "Nuss", pioneira há alguns anos, na qual uma haste metálica é inserida atrás do esterno para corrigir a deformidade.
PECTUS EXCAVATUM
O pectus excavatum afeta um em cada 300 nascimentos, sendo três ou quatro vezes mais frequente em homens do que em mulheres, e se torna mais evidente na adolescência, "coincidindo com os picos de crescimento", explica o Dr. Izquierdo.
Embora na maioria dos casos seja um problema estético, em situações graves pode comprometer a função cardiopulmonar, a fadiga ou a dificuldade de realizar exercícios físicos, ressalta.
Embora não seja considerado uma doença hereditária, o pectus excavatum "pode ter um forte impacto psicológico, especialmente em adolescentes". Por esse motivo, na opinião do médico, "a avaliação individualizada e a abordagem multidisciplinar são essenciais, pois são fundamentais para oferecer a melhor solução para cada paciente".
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