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MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -
Um tribunal francês condenou nesta quarta-feira o cirurgião Joel Le Scouarnec a 20 anos de prisão por ter abusado sexualmente de quase 300 pacientes, a maioria menores de idade, durante mais de duas décadas.
O réu de 74 anos foi considerado culpado das acusações depois de admitir ter abusado de centenas de crianças com menos de 15 anos de idade em hospitais no oeste da França, a maioria das quais estava sob anestesia no momento do abuso.
Le Scouarnec estava sendo julgado por um tribunal na cidade de Vannes por possíveis delitos cometidos entre 1989 e 2014, no que se tornou um dos maiores casos de abuso infantil da França, de acordo com relatos da televisão France 24.
As autoridades localizaram as supostas vítimas porque Le Scouarnec gravou alguns dos eventos e deixou registros em seus diários, que foram encontrados durante uma busca em sua casa depois que um menino de seis anos o acusou de estupro.
Os diários detalham os nomes das vítimas, suas idades e até mesmo seus endereços residenciais, bem como o método de violência usado contra elas, muitas vezes sob o pretexto de tratamento médico. Muitas vítimas teriam sofrido amnésia traumática ou apagamento parcial da memória.
O médico já estava na prisão desde 2020, quando foi condenado a 15 anos de prisão por estuprar e agredir sexualmente quatro menores, incluindo duas de suas sobrinhas.
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