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MADRID 20 out. (EUROPA PRESS) -
A coordenadora da Unidade de Mama do Hospital HM Modelo e cirurgiã de mama, Dra. Julia Rodriguez, enfatizou que é "possível e necessário" viver "plenamente" depois de sofrer um câncer de mama, embora tenha reconhecido que pode haver sequelas físicas e psicológicas que devem ser enfrentadas.
"Hoje, os avanços da medicina, juntamente com o apoio abrangente e multidisciplinar, permitem que as pacientes com câncer de mama desfrutem de uma vida plena. Não me cansarei de enfatizar que isso é possível e necessário", disse a especialista durante a nona edição do Senoforum, uma reunião anual organizada pela Unidade de Mama do Hospital HM Modelo.
Depois disso, ela destacou a importância de gerenciar os efeitos posteriores "adequadamente" para evitar ficar "bloqueada", o que pode exigir especialistas em oncologia, psicologia, nutrição, exercício físico ou sexualidade.
"Haverá momentos melhores e piores, mas não podemos perder de vista o fato de que o cuidado pós-doença é essencial para manter a saúde e melhorar a qualidade de vida", acrescentou.
Em relação a isso, o oncologista Víctor Sacristán afirmou que o exercício físico é "crucial" em todas as fases da doença, pois reduz a probabilidade de sofrer uma neoplasia, além de melhorar a tolerância aos tratamentos contra o câncer e aumentar a sobrevida dos pacientes que se submeteram ao câncer.
Essa posição foi compartilhada pela fisioterapeuta Laia Fibla, que explicou como técnicas e exercícios manuais, físicos e mecânicos são usados para minimizar os efeitos colaterais da cirurgia, radioterapia e quimioterapia.
"A fisioterapia melhora as articulações afetadas, as cicatrizes, a fibrose e a inflamação pós-cirúrgica ou pós-radioterapia. Também educamos ativamente o paciente para melhorar sua qualidade de vida", acrescentou.
Por sua vez, Marta Viguera, farmacêutica especializada em sexualidade e saúde sexual, pediu aos pacientes que não desistam de sua intimidade ou que desfrutem de uma vida sexual plena e satisfatória, apesar das mudanças que podem ocorrer após a doença.
A psicóloga Ainhoa Carrasco concentrou seu discurso nos desafios enfrentados pelos pacientes após o diagnóstico e o tratamento, pois eles precisam "enfrentar o medo da recaída e os desafios emocionais", como o impacto do diagnóstico, a imagem corporal, a autoestima e os relacionamentos familiares e sociais.
"Aprender a conviver com tudo isso será o motor da mudança para alcançar uma vida plena e significativa. Portanto, além da cura física, a verdadeira recuperação envolve um profundo processo de reconstrução pessoal. Reconectar-se com o próprio corpo, reconhecer os pontos fortes recém-adquiridos e permitir-se viver autenticamente são pilares fundamentais", acrescentou.
Por todas essas razões, o diretor médico do Centro Talaso Atlántico, Salvador Ramos, enfatizou a importância de os pacientes se envolverem "ativamente" em seu processo de recuperação, seguindo hábitos saudáveis e sempre com o apoio de uma equipe profissional multidisciplinar.
A conferência também contou com a participação do oncologista Manuel Fernández Bruno, que se concentrou na disponibilidade cada vez maior de melhores ferramentas para combater a doença, o que torna possível propor tratamentos mais seletivos e personalizados, aumentando assim a sobrevida.
"As características dos pacientes também nos ajudam a reduzir a escala dos tratamentos e a ser menos agressivos quando eles não precisam", concluiu o especialista.
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