MADRID 24 fev. (EUROPA PRESS) -
O ex-cirurgião francês Joël Le Scouarnec, acusado de crimes de violência sexual contra cerca de 300 pacientes menores de idade em até dez hospitais, reconheceu no primeiro dia do julgamento e por meio de seu advogado "sua responsabilidade na grande maioria dos atos".
"De forma alguma o Sr. Le Scouarnec pretende fugir de suas responsabilidades", acrescentou o advogado de defesa do ex-cirurgião de 75 anos, que está sendo julgado em um tribunal na cidade de Vannes por possíveis crimes cometidos entre 1989 e 2014 em hospitais no oeste da França.
As autoridades localizaram suas supostas vítimas - que tinham em média 11 anos de idade na época dos crimes - porque o cirurgião coletou relatórios e deixou registros em seu diário, que foi apreendido durante uma busca em sua casa em 2017, depois que uma vizinha de seis anos o acusou de estupro.
Os diários detalham os nomes das vítimas, suas idades e até mesmo seus endereços residenciais, bem como o método de violência usado contra elas, muitas vezes sob o pretexto de tratamento médico. Muitas vítimas teriam sofrido amnésia traumática ou apagamento parcial da memória.
Le Scouarnec será julgado por 111 estupros e 189 agressões sexuais, agravados pelo fato de ele ter abusado de sua autoridade como médico. Espera-se que o julgamento dure quatro meses, e o cirurgião pode pegar uma pena máxima de 20 anos de prisão, informa a FranceInfo.
O ex-cirurgião já foi condenado em 2020 a 15 anos de prisão por estupro e agressão sexual contra quatro menores, incluindo duas sobrinhas.
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