Publicado 04/11/2026 10:11

Cirurgiões destacam a necessidade de reforçar a preparação hospitalar para grandes emergências

Como o recente acidente ferroviário ocorrido em Urda (Toledo)

Foto dos especialistas que participaram do congresso.
ASOCIACIÓN ESPAÑOLA DE CIRUGÍA

MADRI, 4 (EUROPA PRESS)

Um grupo de especialistas reunido no Congresso Nacional de Cirurgia, organizado pela Associação Espanhola de Cirurgia (AEC), destacou a necessidade de contar com planos hospitalares de ação em caso de catástrofes atualizados, realizar simulados periódicos e reforçar a coordenação entre os serviços de emergência e as equipes de saúde para melhorar a resposta a eventos de grande magnitude, como o recente acidente ferroviário ocorrido em Urda (Toledo).

Os especialistas ressaltaram que os planos hospitalares para catástrofes não devem se limitar a documentos teóricos, mas precisam ser conhecidos por todos os serviços envolvidos, contemplar diferentes cenários e ser testados por meio de simulações periódicas.

Nesse sentido, explicaram que, diante de circunstâncias desse tipo, os planos de contingência constituem um guia essencial para começar a organizar a resposta de saúde em momentos de incerteza. No entanto, também ressaltaram que esses protocolos devem permitir uma adaptação rápida à evolução dos acontecimentos e às necessidades em constante mudança dos pacientes.

Outro dos temas centrais da sessão foi a importância da triagem, o procedimento pelo qual os feridos são classificados de acordo com a gravidade de seus ferimentos e a urgência com que precisam receber atendimento. Os especialistas insistiram que essa classificação deve ser realizada tanto no local da emergência quanto na chegada ao hospital, uma vez que o quadro clínico de um paciente pode mudar consideravelmente durante o transporte.

Nesse sentido, eles destacaram que uma pessoa inicialmente estável pode sofrer um agravamento grave em apenas trinta minutos, o que torna imprescindível uma nova avaliação antes de determinar o circuito de atendimento mais adequado.

Além disso, destacaram que a triagem hospitalar deve ser realizada preferencialmente na entrada do pronto-socorro, antes que os pacientes tenham acesso ao interior do serviço. Essa medida permite identificar rapidamente aqueles que precisam de atendimento cirúrgico imediato, encaminhá-los aos recursos adequados e evitar que a chegada em massa de feridos provoque o colapso das instalações.

A IMPORTÂNCIA DA COORDENAÇÃO DAS EQUIPES

A organização da equipe de saúde foi outro dos aspectos abordados durante a sessão. Os participantes explicaram que, em uma catástrofe, a experiência dos profissionais não é importante apenas para atender diretamente os pacientes, mas também para coordenar as equipes e distribuir adequadamente os recursos disponíveis.

Em determinadas circunstâncias, o cirurgião mais experiente pode desempenhar um papel especialmente relevante na organização das salas de cirurgia e na supervisão das decisões de atendimento, em vez de participar diretamente de uma intervenção.

Os especialistas ressaltaram que a distribuição de responsabilidades deve se adaptar às características de cada hospital, ao número de profissionais disponíveis e à magnitude da emergência.

Essa flexibilidade, observam eles, é especialmente importante porque uma catástrofe pode ocorrer a qualquer hora do dia, quando a disponibilidade de salas de cirurgia, equipe de saúde e outros recursos pode variar significativamente.

Por fim, a Associação Espanhola de Cirurgia destacou a importância de continuar promovendo a capacitação, o planejamento e o intercâmbio de experiências entre profissionais de saúde para melhorar o atendimento às vítimas em futuras situações de emergência.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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