Publicado 25/08/2026 13:52

A cirurgia assistida por robô apresenta vantagens em relação à cirurgia laparoscópica no câncer gástrico, segundo um estudo

Archivo - Arquivo - Cirurgia, sutura, sala de cirurgia.
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MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -

Um novo estudo da Universidade de Saúde Fujita (Japão), publicado na revista “Gastric Cancer”, demonstrou que a cirurgia assistida por robô apresenta vantagens clínicas em relação à laparoscopia em pacientes com câncer gástrico.

A cirurgia continua sendo o principal tratamento com intenção curativa para o câncer gástrico, e a gastrectomia laparoscópica (GL) se consolidou como uma abordagem minimamente invasiva padrão. Embora a GL permita uma recuperação mais rápida do que a cirurgia aberta, ela continua sendo tecnicamente exigente, já que os cirurgiões precisam operar em um espaço reduzido utilizando instrumentos rígidos que podem amplificar os tremores das mãos.

A gastrectomia robótica (GR) foi desenvolvida para superar essas limitações, proporcionando maior precisão, mais destreza e melhor visualização. Embora a GR tenha se tornado cada vez mais difundida, até agora não estava claro se ela oferecia benefícios clínicos relevantes em relação à cirurgia laparoscópica convencional na prática clínica de rotina.

No Japão, a RG foi incluída na cobertura do plano de saúde nacional em 2018, seguida por mudanças regulatórias que ampliaram o acesso à cirurgia robótica e aumentaram o número de cirurgiões capacitados para realizar esse procedimento. Cinco anos depois, os pesquisadores se propuseram a determinar se esses avanços haviam se traduzido em melhores resultados para os pacientes submetidos à cirurgia de câncer gástrico.

Para responder a essa questão, os pesquisadores analisaram dados do Banco de Dados Clínicos Nacional do Japão e identificaram os pacientes submetidos a uma gastrectomia distal (GD) ou total (GT) por meio de técnicas minimamente invasivas entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024. Por meio de um emparelhamento por pontuação de propensão, que permitiu levar em conta as diferenças entre os pacientes, eles compararam 9.743 pares de pacientes submetidos à GD robótica e laparoscópica, bem como 1.617 pares de pacientes submetidos à GT robótica e laparoscópica.

“A GR foi amplamente integrada à prática clínica de rotina em todo o Japão. Nestas condições atuais, continua sendo fundamental determinar se a cirurgia robótica oferece vantagens clínicas tangíveis em relação à cirurgia laparoscópica”, destacou o professor Susumu Shibasaki, da Universidade de Saúde Fujita.

A análise mostrou que os procedimentos robóticos exigiam sistematicamente mais tempo cirúrgico do que a cirurgia laparoscópica. Em média, a gastrectomia distal robótica levou aproximadamente 50 minutos a mais do que a laparoscópica, enquanto a gastrectomia total robótica exigiu cerca de 70 minutos adicionais.

Apesar da maior duração dos procedimentos, a cirurgia robótica apresentou várias vantagens clínicas importantes. Tanto na gastrectomia distal quanto na total, a cirurgia robótica foi associada a uma redução de 33% a 40% na perda de sangue, a uma probabilidade 50% a 65% menor de ter que converter o procedimento em cirurgia aberta e a internações hospitalares posteriores mais curtas do que na cirurgia laparoscópica.

Entre os pacientes submetidos à gastrectomia distal, a cirurgia robótica também reduziu as complicações pós-operatórias graves e as infecções intra-abdominais em comparação com a cirurgia laparoscópica.

“Embora as diferenças absolutas tenham sido pequenas, os benefícios consistentes observados em múltiplos resultados perioperatórios indicam que a cirurgia robótica poderia atingir um grau de invasão mínima superior ao da cirurgia laparoscópica, que já é, por si só, uma abordagem minimamente invasiva altamente aperfeiçoada”, destacou o professor Shibasaki, acrescentando que esses benefícios também foram observados em uma coorte ampla e diversificada em escala nacional.

A CIRURGIA ROBÓTICA TEM CONTINUADO A MELHORAR DESDE SUA INCORPORAÇÃO

Os resultados também sugerem que a cirurgia robótica tem continuado a melhorar desde sua incorporação à prática clínica de rotina. Em comparação com um estudo nacional anterior, realizado antes da aprovação de sua cobertura pelo plano de saúde nacional em 2018, a análise atual mostrou melhores resultados após a cirurgia robótica. Os pesquisadores consideram que essas melhorias refletem os avanços contínuos na tecnologia robótica, maior experiência cirúrgica e a ampliação das oportunidades de treinamento nos últimos anos.

No entanto, os benefícios não foram idênticos em todos os procedimentos. Enquanto a gastrectomia distal robótica reduziu significativamente as complicações pós-operatórias graves, a gastrectomia total robótica não apresentou uma melhora significativa nesse desfecho principal em comparação com a cirurgia laparoscópica.

Segundo os pesquisadores, a gastrectomia total continua sendo um procedimento tecnicamente mais exigente e os cirurgiões a realizam com menos frequência, o que limita as oportunidades de adquirir experiência com as técnicas robóticas.

Olhando para o futuro, os pesquisadores acreditam que a inovação tecnológica e uma maior adoção da cirurgia robótica contribuirão para continuar melhorando os resultados dos pacientes com câncer gástrico.

“Nos próximos 5 a 10 anos, espera-se que essas descobertas acelerem a generalização da cirurgia robótica. Como resultado, mais pacientes terão acesso a um atendimento cirúrgico mais seguro e de maior qualidade, o que permitirá uma melhor recuperação, menos complicações e melhores resultados globais”, conclui.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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