Publicado 22/07/2026 06:53

O Círculo de la Sanidad denuncia que o aumento dos gastos com saúde é insuficiente para aliviar a pressão sobre o sistema de atendim

Archivo - Arquivo - Enfermeira medindo a pressão arterial de uma paciente idosa. Hipertensão, colesterol.
ROSSANDHELEN - Arquivo

MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -

O Círculo da Saúde denunciou que o aumento dos gastos com saúde é “insuficiente” para “equilibrar os recursos e aliviar a pressão assistencial do Sistema Nacional de Saúde (SNS)” diante de uma população “cada vez mais envelhecida e com múltiplas patologias crônicas”.

“Continua faltando financiamento, mas também a precisão cirúrgica para aplicá-lo onde é necessário”, destacou o presidente dessa organização, Ángel Puente, por meio da primeira edição de seu boletim semestral ‘Da realidade macroeconômica à capacidade assistencial do SNS’, lançado para monitorar, analisar e interpretar como a evolução orçamentária e organizacional do sistema de saúde impacta a atividade.

Dessa forma, o objetivo desta publicação é verificar se o aumento do financiamento à saúde se traduziu em um aumento da prestação de serviços, com impacto direto na melhoria dos resultados em saúde e no atendimento ao paciente. A esse respeito, o boletim conclui que o crescimento sustentado dos gastos públicos com saúde durante o período de 2016 a 2024, especialmente durante a pandemia, é insuficiente para, por si só, aumentar a capacidade de atendimento e restabelecer o equilíbrio entre os recursos disponíveis e as crescentes necessidades de atendimento.

“Mais dinheiro, sem reformas, já não é uma opção e, para isso, precisamos de uma análise aprofundada e de um novo Orçamento Geral do Estado (OGE), em consonância com a realidade do nosso país e com a complexidade dos pacientes de cada região, para que esse esforço econômico se transforme efetivamente em maior capacidade de atendimento e resolução”, declarou Puente.

A ATENÇÃO PRIMÁRIA E A ATIVIDADE CIRÚRGICA PRECISAM DE MAIS CAPACIDADE

Nesse sentido, o referido relatório indica que as consultas em especialidades, a atividade diagnóstica e a assistência concertada demonstram uma elevada capacidade de transformar financiamento em maior atividade. No entanto, a Atenção Primária reflete uma evolução mais moderada e a atividade cirúrgica apresenta o índice de recuperação mais lento.

Nesses dois últimos campos, mal se conseguiu superar os níveis de atividade de oito anos atrás, o que “está seriamente condicionado por fatores limitantes, como a disponibilidade de profissionais, a organização dos processos, a incorporação de tecnologia, a capacidade instalada, a flexibilidade para absorver aumentos na demanda por atendimento e o aumento da complexidade clínica e organizacional dos pacientes”.

“Saber como os recursos econômicos se transformam em atividade efetiva pode contribuir para orientar com maior precisão as decisões de planejamento, gestão e investimento, bem como para identificar as ações com maior capacidade de melhorar a resposta do sistema”, destacou, por sua vez, o diretor técnico deste boletim, Antonio Burgueño Jerez.

Por fim, esta publicação, que aponta que o peso dos gastos com saúde, apesar de crescer em termos absolutos, caiu de 20% durante o período da pandemia para 16,4% em 2024, em relação ao total, mostra que os serviços prestados diretamente pelo SNS já absorvem 70% do total dos gastos com saúde no consumo final. Os serviços de saúde conveniados e a prestação farmacêutica continuam crescendo em termos absolutos, mas reduzindo, respectivamente, sua participação relativa para um quarto e 15% dos gastos totais com saúde.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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