Publicado 21/03/2025 13:01

Cientistas espanhóis descobrem biomarcadores de risco de esquizofrenia devido ao uso de cannabis

Archivo - Marijuna, drogas
GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO / GILL THOMPSON - Arquivo

MADRID 21 mar. (EUROPA PRESS) -

Uma equipe de pesquisa da Universidade do País Basco (UPV/EHU) descobriu possíveis biomarcadores de risco de esquizofrenia em pessoas que consomem cannabis por meio de uma análise de ácidos graxos no sangue.

Sabe-se que o risco de desenvolver esquizofrenia aumenta significativamente com o uso de cannabis, especialmente quando começa em uma idade precoce. Além disso, estima-se que cerca de 10% dos usuários de cannabis desenvolverão um transtorno por uso de cannabis durante a vida.

Além disso, quase um terço das pessoas diagnosticadas com esquizofrenia também atende aos critérios de transtorno por uso de cannabis; o transtorno por uso de cannabis afeta até 42% das pessoas com esquizofrenia.

O estudo, publicado na Scientific Reports, tentou esclarecer por que algumas pessoas que usam cannabis desenvolvem esquizofrenia e outras não.

Para isso, comparou o conteúdo de ácidos graxos no sangue de um grupo de pessoas com esquizofrenia que não usavam cannabis, um grupo que usava cannabis e tinha desenvolvido um transtorno por uso de cannabis, um grupo com uma patologia dupla de esquizofrenia e abuso de cannabis e um grupo de controle de pessoas sem transtorno psiquiátrico ou uso de drogas.

"Encontramos diferenças consideráveis entre esses grupos de indivíduos. Ao comparar as quantidades de determinados metabólitos (ácidos graxos), conseguimos diferenciar perfeitamente as três populações de pacientes", explicou a pesquisadora da UPV/EHU, Leyre Urigüen-Echeverría.

Esses resultados indicam que há um metabolismo alterado ou diferente devido a alguns ácidos graxos que nos permitem distinguir o grupo de usuários de cannabis dos grupos com esquizofrenia e pacientes com diagnóstico duplo. "Essas moléculas poderiam ser biomarcadores", disse Urigüen.

O especialista ficou muito otimista com essa descoberta. "Acho que é importante encontrar biomarcadores sanguíneos que ajudem a prever o risco de desenvolver um transtorno psiquiátrico, como a esquizofrenia, devido ao uso de cannabis, e esse estudo provou ser o início desse caminho. Agora, isso precisa ser refutado por estudos com uma coorte maior de pessoas do que a que analisamos", explicou ele.

Pesquisas futuras poderão fazer uso da metodologia proposta por este estudo, o refinamento da lipidômica plasmática em pacientes, ou seja, o estudo completo dos ácidos graxos (lipídios).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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