Publicado 30/06/2026 09:40

O CIBER destaca os avanços do IMPaCT e o impulso à pesquisa sobre ELA em seu Relatório Anual de 2025

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UNAIHUIZIPHOTOGRAPHY/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -

O Centro de Pesquisa Biomédica em Rede (CIBER) do Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII) publicou nesta terça-feira seu Relatório Anual de 2025, no qual destaca os avanços da Infraestrutura de Medicina de Precisão associada à Ciência e à Tecnologia (IMPaCT) e o início do SEED-ALS para impulsionar a pesquisa sobre esclerose lateral amiotrófica (ELA), entre outros projetos que marcaram a atividade da instituição no ano passado.

“O ano de 2025 representou para o nosso Consórcio CIBER um momento de consolidação e projeção estratégica, após quase duas décadas de evolução e mais de 10 anos de funcionamento como uma única rede de colaboração multidisciplinar”, destaca a introdução da diretora do ISCIII e presidente do Conselho Diretor do CIBER, Marina Pollán.

Em sua mensagem, Pollán detalha a evolução do CIBER desde a criação de suas primeiras áreas de pesquisa em 2006 até se tornar uma das principais estruturas de pesquisa biomédica cooperativa do país, atualmente composta por 508 grupos de pesquisa de 106 instituições e mais de 7.400 profissionais vinculados.

Em 2025, a atividade do CIBER esteve alinhada com o Plano Estratégico 2024-2026 e contou com marcos que fortalecem a coesão interna, como a primeira chamada de projetos interáreas, que permitiu impulsionar quatro projetos-semente sobre envelhecimento, distúrbios do sono e inflamação, dos quais participam 38 grupos de pesquisa do consórcio.

Além disso, destaca-se o trabalho do CIBER na coordenação dos programas IMPaCT do ISCIII. O IMPaCT Cohorte incorporou, ao longo do ano, novas linhas de pesquisa centradas na saúde ocular, meio ambiente, genômica e integração de prontuários médicos, enquanto o IMPaCT Genômica concluiu o sequenciamento do genoma de mais de 2.000 pacientes com doenças raras sem diagnóstico e pessoas com suspeita de câncer hereditário.

Paralelamente, o consórcio lançou o projeto SEED-ALS, financiado pelo ISCIII com 3,9 milhões de euros, que reúne especialistas de referência nacional para investigar e acelerar o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico e tratamento da ELA.

CRIAÇÃO DO COMITÊ CIENTÍFICO EXTERNO

Em 2025, foi criado também o primeiro Comitê Científico Externo do CIBER, composto por especialistas de reconhecido prestígio internacional, com o objetivo de reforçar a visão estratégica do Consórcio e orientar o desenvolvimento de futuras linhas de pesquisa e planejamento científico.

No que diz respeito à inovação e à transferência de tecnologia, o Consórcio figura entre as três principais instituições públicas de pesquisa espanholas em termos de pedidos de patentes europeias, com 182 pedidos registrados entre 2001 e 2020; e continuou a fortalecer a colaboração com empresas por meio de sua Plataforma de Desenvolvimento Tecnológico.

Ao longo do ano passado, foram apresentados 18 novos pedidos prioritários de patentes, além de um desenvolvimento de software e cinco registros de propriedade intelectual, sendo quatro relacionados a um aplicativo ou software e um referente à designação de medicamento órfão. Além disso, foram assinados cinco contratos de licença.

Além disso, a entidade destaca em seu Relatório Anual o papel da colaboração público-privada e o aproveitamento de infraestruturas científico-técnicas singulares, como a “Nanbiosis”, que permitiram continuar impulsionando o desenvolvimento de novas soluções biomédicas em áreas como o câncer, as doenças raras ou a medicina personalizada.

A participação cidadã também deu um “passo decisivo” com a elaboração do primeiro Plano de Ação em Participação Cidadã 2025-2026, uma iniciativa que busca ampliar, de forma coordenada em todas as áreas do Consórcio, o envolvimento ativo de pacientes, familiares e cidadãos nos processos de pesquisa biomédica.

Por fim, a Unidade de Cultura Científica e Inovação do CIBER, além de realizar diversas atividades de divulgação, renovou sua acreditação junto à Fundação Espanhola para a Ciência e a Tecnologia (FECYT), consolidando uma trajetória iniciada em 2017 com a qual reafirma seu compromisso com a promoção da cultura científica.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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