Publicado 22/04/2026 05:15

A chuva de meteoros Líridas atinge seu pico esta noite, com um pico antecipado e condições variáveis na Espanha

Archivo - Arquivo - Chuva de Perseidas vista da serra de Os Ancares, em 13 de agosto de 2023, em Lugo, Galícia (Espanha). As Perseidas, popularmente conhecidas como as lágrimas de São Lourenço, pois seu apogeu costuma coincidir com a época das festividade
Carlos Castro - Europa Press - Arquivo

MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -

A chuva de meteoros Líridas, um dos fenômenos astronômicos mais antigos já documentados, atinge esta noite seu pico de atividade, mas sua visibilidade pode ser prejudicada em várias regiões da Espanha devido à nebulosidade e à neblina, segundo informa o site eltiempo.es.

A plataforma especializada em meteorologia indicou que, este ano, as Líridas estão ativas entre 16 e 25 de abril, mas atingirão seu momento mais esperado nas primeiras horas desta noite, com um pico previsto por volta das 21h40 (horário da Península Ibérica).

“O radiante, situado na constelação de Lyra, será visível aproximadamente uma hora após o anoitecer e permanecerá sobre o horizonte até o amanhecer, o que amplia a janela de observação”, destacou.

Em relação à observação na Espanha, a plataforma destacou que ela será condicionada principalmente pela nebulosidade, já que se espera céu mais nublado na região da Cordilheira Cantábrica, bem como em Girona e na foz do vale do Ebro, onde a visibilidade será mais limitada.

Por outro lado, na metade oeste da Península, predominarão as nuvens altas. “Embora possam encobrir o céu, elas não o bloqueiam completamente, permitindo a observação pontual de meteoros”, acrescentou.

Dessa forma, a plataforma informou que as condições mais favoráveis para observar a chuva de estrelas se concentrarão em zonas do centro da Península, como Madri ou Castela-La Mancha, onde a nebulosidade será mais irregular e a neblina terá baixas concentrações.

Quanto à fase lunar, ela garantiu que não representará um obstáculo relevante, já que a Lua em quarto crescente, prevista para 24 de abril, estará localizada em uma zona oposta do céu, facilitando a localização de regiões mais escuras.

RECOMENDAÇÕES PARA A OBSERVAÇÃO

A plataforma garantiu que, para apreciar as Líridas, não é necessário o uso de telescópios ou binóculos e recomenda procurar locais distantes da poluição luminosa, com um horizonte desobstruído, e direcionar o olhar para as zonas mais escuras do céu.

“Os meteoros podem aparecer em qualquer ponto, por isso é aconselhável manter uma visão ampla. A paciência será fundamental, já que seu aparecimento é irregular e imprevisível: apresentam uma taxa média de cerca de 20 meteoros por hora, embora em determinados anos possam ser registrados picos superiores a 100 meteoros por hora”, explicou.

As Líridas têm sua origem no cometa C/1861 G1 (Thatcher), um corpo de longo período que orbita o Sol a cada 415 anos. Todo mês de abril, a Terra atravessa o rastro de partículas deixado por esse cometa, lembrou o site eltiempo.es

Ao entrar na atmosfera terrestre a velocidades próximas a 49 quilômetros por segundo, esses fragmentos se desintegram, gerando os flashes luminosos conhecidos como estrelas cadentes. Às vezes, podem ocorrer bólidos especialmente brilhantes, com rastros persistentes.

Existem registros de observação das Líridas desde o ano 687 a.C., o que as torna uma das chuvas de meteoros mais antigas documentadas.

As Líridas marcam o início de uma etapa em que o céu noturno ganha destaque. Após esse evento, chegarão fenômenos como as Eta Aquarídeas ou as Perseidas, que completam o calendário anual de chuvas de estrelas.

“Mesmo assim, essa chuva mantém uma característica distintiva: sua imprevisibilidade. Cada observação é única e, às vezes, um único clarão pode se tornar o momento mais marcante da noite”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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