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MADRID 31 jul. (Portaltic/EP) -
O Google Chrome afirmou ter corrigido um total de 1.072 falhas de segurança no navegador durante o mês de junho, superando o número total de falhas corrigidas nos últimos dois anos, graças ao uso de ferramentas de inteligência artificial (IA).
Mais especificamente, a gigante da tecnologia afirmou que, nas duas últimas atualizações, o Chrome 149 e o 150, lançadas no mês de junho, foram corrigidas mais falhas de segurança do que o total de falhas corrigidas nas 23 atualizações anteriores combinadas.
Essa informação foi divulgada em um novo relatório publicado em seu blog, no qual o Google detalha em profundidade seus métodos para tornar o Chrome e a web “mais seguros na era da IA”, justamente utilizando essa tecnologia para aprimorar a detecção, a classificação e a aplicação de correções para vulnerabilidades.
“Os modelos de linguagem em grande escala (LLM, na sigla em inglês) estão revelando capacidades sem precedentes para a descoberta automatizada de vulnerabilidades, superando amplamente os limites da experiência humana em segurança e exigindo novas abordagens para se antecipar aos invasores”, afirmou o Google.
Nesse sentido, o Google continua implantando modelos de IA em grande escala para identificar e corrigir “centenas de falhas de segurança”, de forma mais rápida e com maior resiliência, a fim de alcançar uma “correção abrangente”.
Especificamente, a equipe de segurança do Chrome vem utilizando LLM desde 2023 para aumentar a cobertura e o desempenho dos testes de segurança. Desde 2025, também colaboram com a DeepMind e o Project Zero em ferramentas como o Big Sleep, um agente de detecção de vulnerabilidades baseado em IA que identificou com sucesso falhas no motor JavaScript V8 e na pilha gráfica.
Da mesma forma, no início deste ano, o Google relembrou que desenvolveu um sistema de análise de vulnerabilidades que utilizava o Gemini para detectar falhas de segurança em todo o código-fonte do Chrome com maior eficiência e menor número de falsos positivos.
Atualmente, o Google conta com LLMs que geram soluções adequadas para a maioria das vulnerabilidades, o que aumenta a taxa de correções de segurança nas versões recentes do Chrome, chegando a 1.072 falhas de segurança corrigidas em junho.
Além disso, a empresa de tecnologia também destacou que, somente em maio, impediu que mais de 20 vulnerabilidades chegassem à produção, incluindo um problema crítico de nível S1+.
Com relação a este último ponto, vale destacar que isso se deve ao fato de as ferramentas de IA para segurança estarem integradas de forma nativa ao sistema de integração contínua (CI) do Google, que é executado a cada 24 horas em todos os níveis de compilação para detectar proativamente falhas de segurança.
Por fim, a empresa lembrou que, uma vez implementada uma correção para um erro, dependendo de sua gravidade, ela é integrada diretamente do repositório principal ao ramo estável ativo do Chrome, que é monitorado continuamente para prevenir novas falhas e brechas de patches.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático