Publicado 15/07/2026 11:08

A China proíbe relacionamentos afetivos entre menores e a IA

Recurso de um coração digital
UNSPLASH/ALEXANDER SINN

MADRID 15 jul. (Portaltic/EP) -

A Alibaba, a ByteDance e outras empresas de tecnologia na China eliminaram a humanização dos “chatbots” de inteligência artificial para evitar que os usuários desenvolvam laços afetivos com eles, seguindo as novas normas do gigante asiático.

O formato conversacional dos “chatbots” de IA generativa não só facilitou a busca de informações por meio da linguagem natural, como também promoveu uma nova forma de interagir com essas ferramentas, o que pode gerar a sensação de estar conversando com uma pessoa.

Justamente, empresas como Alibaba, Tencent e ByteDance permitiram que seus usuários personalizassem os “chatbots” de acordo com suas necessidades, para encontrar neles um amigo, um parceiro romântico, um psicólogo ou, até mesmo, uma réplica de seu artista favorito ou de um parente falecido. Isso alarmou o governo chinês, que, por meio da Administração do Ciberespaço, proibiu que esses “chatbots” possam estabelecer relações afetivas com menores de 18 anos ou prejudicar as relações do mundo real com o conteúdo que geram, conforme informa a Bloomberg.

Essa legislação mais rigorosa sobre IA gerou outra reação por parte das empresas responsáveis por esses “chatbots”, já que, em alguns casos, elas optaram diretamente por eliminá-los, embora não seja proibido que eles tenham características que os humanizem.

Os motivos, conforme indicado pela mídia citada, decorrem da dificuldade que essas empresas têm enfrentado para monitorar o uso feito pelos usuários e cumprir as novas normas. Isso levou ao fechamento do Doubao, da ByteDance, e à desativação da personalização nos assistentes de IA da Alibaba e no Yuanbao, da Tencent.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado