MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -
O satélite Tiandu-1 da China tornou-se a primeira sonda a entrar em uma órbita ressonante especial Terra-Lua que permite maior eficiência energética.
A espaçonave completou com sucesso uma manobra orbital em 22 de maio, entrando no que os cientistas chamam de "órbita ressonante Terra-Lua 3:1" após uma semana de testes.
A órbita intrincada, semelhante a uma pétala, permite que a Tiandu-1 complete três circuitos ao redor da Terra para cada órbita lunar, criando um padrão regular de movimento entre os dois corpos celestes.
Essa órbita possui propriedades mecânicas especiais que requerem relativamente pouca energia para serem mantidas, de acordo com o Laboratório Chinês de Exploração do Espaço Profundo, citado pela Xinhua.
Essa conquista foi um marco para o programa lunar da China, pois os dados do voo darão suporte à pesquisa sobre navegação e controle de espaçonaves em ambientes gravitacionais complexos.
CRUCIAL PARA A FUTURA INFRAESTRUTURA ENTRE A TERRA E A LUA
Os cientistas afirmam que a tecnologia de órbita ressonante pode desempenhar um papel crucial no desenvolvimento futuro da infraestrutura entre a Terra e a Lua, possivelmente apoiando os planos de exploração lunar de longo prazo da China.
O Tiandu-1 e o Tiandu-2 foram lançados em março de 2024 junto com o satélite de retransmissão Queqiao-2. Ambas as espaçonaves já concluíram vários testes de tecnologia em órbita.
A Tiandu-1 continuará sua missão estendida para verificar as principais tecnologias para um sistema abrangente de navegação e comunicação Terra-Lua.
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