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MADRID, 21 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo do Chile decretou o “estado de catástrofe” no norte do país devido às inundações causadas pelas chuvas torrenciais nessa região do país sul-americano, que deixaram pelo menos dez mortos, de acordo com o último balanço divulgado pelo Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (SENAPRED).
“O presidente, José Antonio Kast, anuncia o estado de exceção constitucional de catástrofe por calamidade pública na província de Huasco (região de Atacama) e na região de Coquimbo, por um período de 30 dias”, informou o governo chileno por meio de uma mensagem publicada nas redes sociais.
Assim, ressaltou que “a medida responde ao impacto do sistema frontal que causou isolamentos, transbordamentos de rios e canais, alagamentos, interrupção de serviços básicos e restrições nas rodovias em ambas as regiões”, antes de destacar que isso implica a nomeação de “chefes da Defesa Nacional” nessas áreas para “coordenar a resposta e garantir a ordem e a segurança pública”.
O ministro do Interior chileno, Claudio Alvarado, afirmou que as chuvas registradas nos últimos dias “superaram as previsões” e “geraram uma série de situações de isolamento de pessoas, bloqueios de estradas, ruas alagadas, problemas nos sistemas de esgoto e outras condições”, motivo da decisão de decretar o estado de catástrofe.
Além disso, ele afirmou que o governo também disponibilizou fundos de emergência e está coordenando atividades com o Exército para a mobilização de recursos, além da suspensão das aulas, da abertura de abrigos e de uma série de “evacuações preventivas” da população, de acordo com um comunicado divulgado pelo Executivo.
O SENAPRED indicou em seu último relatório que, até o momento, foram confirmadas dez mortes em Atacama e Aracaunía, antes de destacar que há também 16 feridos, quatro desaparecidos e mais de 2.400 pessoas afetadas pelas chuvas torrenciais.
O órgão especificou ainda que mais de 104.500 pessoas estão “isoladas”, principalmente nas regiões de Atacama e Coquimbo, ao mesmo tempo em que ressaltou que cerca de 80 residências ficaram “destruídas” e mais de 2.100 sofreram danos graves, com outras 18.500 apresentando danos “menores”.
Por sua vez, Kast lamentou, da região de Coquimbo — onde se reuniu com o governador, Cristóbal Juliá, e outras altas autoridades locais — o número de vítimas e explicou a mobilização das autoridades diante de uma emergência “que ainda não terminou”, conforme divulgado pela emissora chilena Cooperativa.
“Compreendo a urgência, compreendo a angústia que um fenômeno climático como o que vivemos gera”, afirmou o governante, acrescentando que “isso não é uma questão de diferenças políticas”. “Hoje, a urgência que nos une a todos é salvar vidas”, concluiu.
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