Publicado 24/01/2026 12:14

O chefe da OMS rejeita os argumentos apresentados pelos EUA para abandonar a agência sanitária da ONU

Archivo - Arquivo - GENEBRA, 12 de dezembro de 2025 — O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala durante uma coletiva de imprensa em Genebra, Suíça, em 11 de dezembro de 2025. O ano de 2025 trouxe avanços signi
Europa Press/Contacto/Lian Yi - Arquivo

Tedros Adhanom Ghebreyesus responde que a OMS se limitou a aconselhar os governos sem impor qualquer tipo de medida MADRID 24 jan. (EUROPA PRESS) -

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, rejeitou neste sábado todos os argumentos apresentados pelos Estados Unidos em sua decisão de abandonar a agência de saúde das Nações Unidas, especialmente em retaliação às recomendações propostas pela instituição internacional durante a pandemia do coronavírus.

O secretário de Saúde dos EUA, Robert Kennedy Jr, conhecido por seu ceticismo em relação às vacinas e sua afinidade com a divulgação de dados pseudocientíficos, denunciou que a OMS era guiada por “uma agenda politizada e burocrática impulsionada por nações hostis” e que, durante a pandemia, impôs restrições diretamente responsáveis pela morte de americanos.

A pandemia, vale lembrar, ceifou a vida de mais de 1,2 milhão de norte-americanos (o país com mais mortes no mundo e o 16º em número de mortes por milhão de habitantes) e deixou mais de 100 milhões de pessoas afetadas durante o primeiro mandato de Trump.

O diretor da OMS teve que recorrer às redes sociais para indicar que em nenhum momento recomendou aos governos do mundo a imposição de máscaras ou vacinas e nunca recomendou confinamentos. Suas solicitações para o uso de máscaras de proteção foram meras recomendações, como as que estendeu ao distanciamento social e à vacinação.

“A OMS apoiou os governos soberanos com assessoria técnica e orientação, desenvolvidas a partir das evidências emergentes sobre a COVID-19, para que pudessem tomar decisões políticas que beneficiassem seus cidadãos”, indicou Tedros, antes de garantir que “cada governo tomou suas próprias decisões, de acordo com suas necessidades e circunstâncias”.

A epidemiologista-chefe da OMS, a norte-americana Maria Van Kerkhove, também apareceu nas redes sociais para responder às mesmas acusações feitas pelo subsecretário de Saúde dos EUA, Jim O'Neill, que acusou a agência da ONU de “ignorar os primeiros alertas sobre a COVID-19 de Taiwan em 2019, fingindo que Taiwan não existia”, e criticou especialmente os “eurocratas de Genebra”. “Tudo falso”, respondeu Kerkhove. “Sei em primeira mão, como responsável técnica pela COVID-19, que a OMS detectou o sinal de Wuhan, China, em 31 de dezembro de 2019”, indicou em referência à origem do vírus. “Taiwan não nos avisou: pediu-nos informações nesse mesmo dia. Não ignoramos Taiwan, não ignoramos a ciência, e a OMS nunca recomendou confinamentos”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado