MOHAMED BAQER QALIFAB / X
MADRID, 19 abr. (EUROPA PRESS) -
O chefe da delegação iraniana nas negociações com os Estados Unidos e presidente do Parlamento iraniano, Mohamed Baqer Qalifab, indicou que a possibilidade de um acordo de paz com Washington ainda está “muito distante”, apesar de certos “avanços” nas conversações.
Qalifab, em entrevista concedida neste sábado à emissora estatal iraniana IRIB, explicou que “persistem muitas diferenças e alguns pontos fundamentais continuam sem solução”, como ficou demonstrado no último fim de semana durante uma rodada de negociações tão histórica quanto infrutífera na capital do Paquistão, Islamabad.
Tal como já havia feito no final do encontro, Qalifab insistiu neste sábado que “os Estados Unidos devem conquistar a confiança do povo iraniano” e “abandonar a abordagem do unilateralismo autoritário” que o vice-presidente dos EUA e principal interlocutor de Washington, JD Vance, adotou na semana passada.
Desde então, interlocutores iranianos confirmaram fortes divergências entre os dois países sobre a situação do Estreito de Ormuz, novamente sob restrições iranianas, e o futuro do eterno tema de conflito: o futuro do programa nuclear iraniano.
O cessar-fogo termina na próxima quarta-feira em meio à incerteza sobre uma nova rodada de conversações. Por enquanto, Islamabad tornou-se neste domingo palco de uma operação policial de segurança em grande escala, enquanto suas autoridades anunciaram a proibição do transporte público para facilitar a reinstalação de centenas de postos de controle em antecipação à possível chegada de uma delegação preparatória dos EUA.
Uma voz de destaque como a do ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, pediu a ambas as partes que concedam mais tempo porque, embora haja avanços reais nas negociações, não parece que elas consigam resolver suas divergências antes de quarta-feira.
Em seu discurso de encerramento do Fórum Diplomático de Antália, realizado neste fim de semana em seu país, Fidan constatou que ambos os países estão muito próximos de chegar a um entendimento, “mas ainda há algumas divergências e é preciso declarar uma prorrogação do cessar-fogo”.
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