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MADRID 14 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Conselho Geral de Enfermagem (CGE), Florentino Pérez, pediu o reconhecimento nacional dos enfermeiros oncológicos, "dada a complexidade dos cuidados e a especificidade de suas habilidades", ao mesmo tempo em que assegurou que o CGE vem "pedindo há anos um diploma de credenciamento ou credenciamento avançado" para esses profissionais.
"É extremamente importante para a sociedade saber que os enfermeiros estão lá para ajudar e cuidar da saúde geral de toda a população. Manter o treinamento contínuo nos ajuda a usar evidências científicas e a melhorar esse atendimento, mas é essencial que as administrações apoiem esses perfis para que o atendimento ao paciente e à família seja o melhor possível", explicou Pérez.
No âmbito do Dia Mundial contra o Câncer Infantil, comemorado em 15 de fevereiro, Pérez lembrou que há enfermeiros especialistas em Saúde Mental e também em Pediatria, que desempenham um papel essencial no tratamento desses pacientes e de suas famílias, "mas enfermeiros gerais e especialistas em Oncologia também desempenham um papel fundamental".
Na mesma linha, a supervisora do Serviço de Onco-hematologia e Transplante do Hospital Infantil Universitário Niño Jesús (Madri) e membro da Sociedade Espanhola de Enfermagem Oncológica (SEEO), Julia Ruiz, destacou que "as enfermeiras oncológicas estão presentes 24 horas por dia, sete dias por semana, ao lado do paciente e da família".
"O momento do diagnóstico e da primeira internação é um momento de grande impacto emocional, onde eles recebem muitas informações que são impossíveis de assimilar desde o início. A enfermeira da oncologia pediátrica reforça, explica as informações que receberam, esclarece as dúvidas que surgem ao longo das 24 horas do dia, momentos em que outros profissionais não estão presentes. Explicar os procedimentos com linguagem adequada e adaptada às diferentes idades dos pacientes é fundamental para reduzir o medo e a ansiedade diante do desconhecido", diz Ruiz.
Ela ressalta que o enfermeiro pode detectar sinais precoces de sofrimento emocional, antecipar e envolver o restante da equipe multidisciplinar, agindo em tempo hábil. "Os enfermeiros de oncologia pediátrica requerem habilidades avançadas, devem ser treinados, conhecer o processo oncológico e/ou hematológico para acompanhar o paciente e sua família. Lideram a educação em saúde, o apoio emocional e a coordenação dos cuidados ao paciente e à família, participando de pesquisas sobre cuidados e melhorias na assistência", ressalta a especialista.
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