Publicado 05/05/2026 09:42

O CGE denuncia que a Espanha precisa de mais 10.000 parteiras para garantir a saúde das mulheres

Archivo - Arquivo - Mulher que acabou de dar à luz com seu recém-nascido e a parteira no hospital.
SVETIKD/ISTOCK - Arquivo

MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -

O Conselho Geral de Enfermagem (CGE) denuncia que a escassez de enfermeiras especializadas em Obstetrícia e Ginecologia (parteiras) coloca em risco a qualidade de vida das mulheres desde o nascimento e alerta para um déficit de 10.000 parteiras na Espanha para “salvaguardar a saúde” das mulheres.

“Temos que nos preparar para o futuro e isso só é possível com a abertura de mais vagas no EIR (Programa de Formação de Enfermeiros) para que, a médio prazo, possamos ter mais parteiras em nossos sistemas de saúde”, afirma Florentino Pérez Raya, presidente do Conselho Geral de Enfermagem (CGE), que considera “indispensável” a realização de um estudo detalhado sobre a situação em nível nacional.

Tal como vem reivindicando há anos o órgão que representa os mais de 353.000 enfermeiros e enfermeiras da Espanha, o país precisa do dobro das parteiras que possui atualmente, pois, além disso, prevê-se que as aposentadorias de parteiras disparem nos próximos 10 anos.

A Espanha tem uma proporção de cerca de 12,4 parteiras para cada 1.000 nascimentos, enquanto a média dos países da OCDE é de 25 para cada 1.000. Segundo explica Montserrat Angulo, parteira e vice-tesoureira do CGE, os números variam ligeiramente dependendo da fonte, mas todos indicam que a Espanha está abaixo da média europeia ou da OCDE. Números que se mantêm ano após ano e que não há intenção de reverter.

"Vimos dizendo isso há muitos anos. A formação de parteiras não é algo que se faz da noite para o dia. As enfermeiras que desejam se especializar em Obstetrícia e Ginecologia precisam passar mais dois anos em formação após a graduação para obter a especialidade. Por esse motivo, temos que nos preparar para o futuro, e isso só é possível com a abertura de mais vagas no EIR para que, a médio prazo, possamos ter mais parteiras em nossos sistemas de saúde”, afirma Florentino Pérez Raya, presidente do Conselho Geral de Enfermagem (CGE), por ocasião do Dia Internacional da Parteira.

Apesar de, ano após ano, aumentar o número de vagas em todas as especialidades, “ainda é um número insignificante comparado à demanda”. Em 2026, foram 2.279 vagas abertas para todas as especialidades e mais de 11.000 enfermeiras e enfermeiros disputaram uma delas. No que diz respeito às parteiras, foram abertas 477 vagas nesta última edição, um número muito inferior ao que é exigido pelo Conselho Geral de Enfermagem, apesar de essa ser geralmente a primeira especialidade a esgotar as vagas.

“As autoridades precisam envidar maiores esforços para que isso seja resolvido. Nós, parteiras, desempenhamos um papel fundamental na saúde sexual e reprodutiva das mulheres, que vai muito além do acompanhamento da gravidez, do parto e do pós-parto. Somos uma figura-chave tanto nos hospitais quanto nos centros de saúde e nos centros de saúde sexual e reprodutiva”, destaca Montserrat Angulo, parteira e vice-tesoureira do CGE.

Além disso, Angulo lembrou que a falta de parteiras em hospitais e centros de saúde fez surgir “falsas profissionais” que se autodenominam acompanhantes das mulheres, sem possuir formação regulamentada nem conhecimentos básicos para atender nem as mães nem os bebês ao nascer.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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