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MADRID 26 set. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Geral de Enfermagem (CGE) e a Associação Espanhola de Enfermagem Cardiológica (AEEC) deram cinco dicas para que a população cuide de sua saúde cardiovascular, já que as doenças relacionadas ao coração são a segunda causa de morte na Espanha, atrás apenas do câncer, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Como parte de uma campanha lançada por ocasião do Dia do Coração, que é comemorado na próxima segunda-feira, as duas organizações aconselharam conhecer e seguir o tratamento, pois "não se trata apenas de" tomar os comprimidos, mas de entender o que cada medicamento faz, quando tomá-lo e quais são os possíveis efeitos colaterais.
É importante observar que a adesão à medicação após um evento cardiovascular cai de 66% a 72% após três meses para apenas 25% após dois anos, de acordo com vários estudos, o que destaca a necessidade de um acompanhamento constante e próximo, resultando em educação eficaz, promoção do autocuidado e motivação do paciente.
Eles também enfatizaram que dor ou pressão no peito, suor excessivo, falta de ar, tontura ou desconforto nos braços, no pescoço ou na mandíbula são sintomas de um ataque cardíaco, portanto, reconhecê-los precocemente e ir "imediatamente" ao pronto-socorro pode salvar vidas e reduzir os danos ao coração.
Para fortalecer o coração e controlar a obesidade, as duas organizações enfatizaram a importância da atividade física aeróbica, como caminhada, ciclismo ou natação, combinada com exercícios anaeróbicos ou de força leve durante a semana.
Da mesma forma, a medição da pressão arterial ou a observação do pulso para identificar arritmias, irregularidades ou palpitações são importantes para a identificação precoce de problemas e a prevenção de complicações graves.
Uma dieta balanceada também protege o coração e melhora o bem-estar geral da pessoa. Por isso, as duas agências recomendam que se dê prioridade a frutas, verduras, grãos integrais, legumes e proteínas magras, limitando os açúcares, o sal e as gorduras saturadas.
"É muito importante que todos nós estejamos cientes de que fazer um pouco diariamente pode ajudar muito na prevenção de problemas cardiovasculares no futuro. E, embora precisemos ser ainda mais vigilantes na vida adulta, cuidar da nossa saúde cardiovascular deve começar desde a infância. Cuidar do coração desde cedo nos ajuda a ser saudáveis quando formos mais velhos", disse o presidente do CGE, Florentino Pérez Raya.
Por sua vez, a presidente da AEEC, Concepción Cruzado, destacou a necessidade de realizar iniciativas como essa para que as doenças cardiovasculares não continuem a ser um dos principais problemas enfrentados atualmente pelo Sistema Nacional de Saúde.
"O autocuidado e a prevenção são essenciais para manter uma boa saúde cardiovascular e evitar complicações graves. É fundamental entender que, mesmo que a pessoa não apresente sintomas, as doenças cardiovasculares são crônicas e exigem mudanças duradouras no estilo de vida, bem como a adesão ao tratamento farmacológico", acrescentou.
PROMOVENDO O PAPEL DOS ENFERMEIROS ESPECIALISTAS EM DOENÇAS CARDÍACAS
Por outro lado, o CGE solicitou que o papel dos enfermeiros especialistas em cardiologia fosse promovido a fim de aumentar a prevenção e educar a população sobre a saúde, pois eles são o "primeiro elo" na atenção primária e na assistência hospitalar.
"Somos os profissionais mais próximos e os que melhor conhecem o paciente. Por isso, as administrações devem estar atentas e promover o papel dos enfermeiros na luta contra as doenças cardiovasculares", ressaltou o presidente do CGE.
O presidente da AEEC também se pronunciou no mesmo sentido, sublinhando que o papel dos enfermeiros especializados em cuidados cardiovasculares "é decisivo" na prevenção e nos cuidados da saúde cardiovascular.
"Esta área exige competências específicas devido à complexidade dos processos de saúde e da tecnologia utilizada. O trabalho destes profissionais vai desde os momentos mais críticos, nas Unidades Coronárias ou de Hemodinâmica, onde é necessário um elevado nível de formação técnica, até à fase posterior, nas unidades de reabilitação cardíaca e de internamento, onde acompanham, educam e capacitam o doente", acrescentou Cruzado.
Por fim, ele disse que o compromisso com o treinamento e o desenvolvimento de competências avançadas em enfermagem cardiovascular não só garante a qualidade e a segurança do atendimento, mas também é econômico.
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