Publicado 21/07/2026 12:22

A CGCOF valoriza a atenção domiciliar prevista na lei de medicamentos, mas acredita que isso agrava o problema das reservas específi

Archivo - Arquivo - Imagem de uma farmácia.
OBSERVATORIO DEL MEDICAMENTO - Arquivo

MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Geral das Ordens Oficiais de Farmacêuticos (CGCOF) declarou que o Projeto de Lei sobre Medicamentos e Produtos Sanitários, aprovado nesta terça-feira em segunda votação e no Conselho de Ministros, precisa de melhorias, pois, embora avalie “positivamente” o modelo de atendimento farmacêutico domiciliar nele previsto, considera que “agrava o problema das reservas específicas”.

Esse texto, que agora deve iniciar sua tramitação parlamentar no Parlamento, “incorpora avanços importantes em relação ao rascunho inicial divulgado no ano passado”, indicou a instituição, acrescentando que “muitas dessas alterações estão alinhadas com as mais de 200 alegações apresentadas pela Organização Farmacêutica Colegial”. Uma das medidas positivas é a incorporação da assistência farmacêutica domiciliar para pessoas vulneráveis por meio da rede de farmácias de proximidade.

No entanto, o CGCOF ressaltou que ainda são necessárias “melhorias significativas para garantir a segurança dos pacientes, a equidade no acesso aos medicamentos para os pacientes do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e a sustentabilidade da rede de farmácias”. Assim, indicou que é necessária “a eliminação das chamadas reservas exclusivas de dispensação, que continuam limitando o acesso dos pacientes a determinados medicamentos restritos ao âmbito hospitalar apenas por razões organizacionais ou econômicas, e não por critérios clínicos”.

“A futura lei, longe de resolver essa questão, agrava o problema de acesso causado por essa figura”, insistiu, para acrescentar que é preciso “aproveitar a capacidade de atendimento e a acessibilidade da rede de farmácias comunitárias para aproximar os tratamentos dos cidadãos e eliminar barreiras desnecessárias”.

OS SERVIÇOS PROFISSIONAIS FARMACÊUTICOS DE ATENDIMENTO NÃO SÃO REGULAMENTADOS

Além disso, ele expôs que “a norma desperdiça uma oportunidade estratégica para consolidar a farmácia assistencial por meio da regulamentação dos Serviços Profissionais Farmacêuticos Assistenciais”. “A inclusão de um marco regulatório básico permitiria ampliar, com critérios de equidade para todo o território nacional, serviços farmacêuticos que já estão apresentando resultados positivos em várias comunidades autônomas em áreas como a adesão terapêutica, o acompanhamento farmacoterapêutico, a prevenção ou a saúde pública”, explicou.

“O potencial do modelo de farmácia comunitária defendido pelo projeto de lei só poderá se desenvolver plenamente se for acompanhado de medidas que garantam a sustentabilidade das farmácias comunitárias”, prosseguiu, em seguida, declarou que “o reconhecimento de seu valor sanitário e social perde eficácia se outras disposições de caráter econômico introduzirem incerteza ou comprometerem a viabilidade de uma rede que é essencial para garantir a igualdade de acesso aos medicamentos”.

Por outro lado, o CGCOF sustentou que, embora este projeto tenha melhorado em relação à sua primeira versão ao eliminar a proposta inicial do sistema de preços selecionados e incorporar mecanismos de preços dinâmicos, a introdução simultânea de um sistema adicional de faixas de preços continua gerando incertezas “muito significativas”.

A esse respeito, observou que o parecer do Conselho de Estado indica literalmente que, em relação à fixação de preços, ‘trata-se de um sistema de extraordinária complexidade técnica e sobre cujos efeitos econômicos e em matéria de concorrência não há unanimidade’, pelo que, “teria exigido uma análise mais detalhada na exposição de motivos do projeto”.

“De qualquer forma, esse complexo modelo de preços pode dar origem a diferenças econômicas entre pacientes com as mesmas necessidades clínicas, favorecer o surgimento de copagamentos inevitáveis e comprometer um dos princípios essenciais do SNS: a equidade no acesso aos medicamentos”, continuou ele, ao mesmo tempo em que afirmou que “a coexistência de múltiplos preços pode afetar a continuidade dos tratamentos, causar problemas de adesão, gerar tensões no abastecimento e dificultar a sustentabilidade de inúmeras farmácias comunitárias”.

PREOCUPAÇÃO COM A TRANSFERÊNCIA PARA O PACIENTE DA RESPONSABILIDADE DE ESCOLHER O MEDICAMENTO ESPECÍFICO

Nesse sentido, ele afirmou que o sistema projetado para a dispensação gera “preocupação”, “pois transfere ao paciente a responsabilidade de escolher o medicamento específico dentro de um grupo homogêneo que pode ser muito amplo, com diferentes formas farmacêuticas, o que representa um risco significativo à segurança e ao acesso ao tratamento mais adequado”.

“A escolha do medicamento é uma decisão técnica com implicações clínicas que deve ser tomada com o acompanhamento de profissionais de saúde competentes e em condições de equidade para todos os pacientes do SNS”, sustentou ele a esse respeito, para acrescentar que “o farmacêutico, como especialista em medicamentos, desempenha uma função essencial para garantir que cada paciente receba o tratamento mais adequado em condições de segurança, eficácia e eficiência”.

Quanto aos aspectos positivos dessa norma, destacou o apoio explícito ao modelo farmacêutico espanhol, baseado no planejamento em saúde, na titularidade farmacêutica, na coordenação com as administrações de saúde e na proximidade. Assim, reconhece-se o valor da rede de saúde composta por 22.273 farmácias comunitárias, que garante o acesso aos medicamentos em todo o território nacional e constitui um dos principais instrumentos de coesão e equidade.

Além disso, considera uma boa medida a consolidação da denominação das farmácias como “comunitárias”, em reconhecimento ao papel assistencial que a farmácia desempenha no dia a dia de sua comunidade; bem como a inclusão da dispensação, pelo farmacêutico, dos “medicamentos de primeira prescrição” que, em determinadas situações, podem ser dispensados ao paciente em ocasiões sucessivas sem prescrições adicionais, sob orientação profissional farmacêutica.

Depois de destacar também a presença nos Conselhos de Coordenação Farmacoterapêutica das Zonas Básicas de Saúde, que reforçam a colaboração entre profissionais de saúde e a continuidade do atendimento aos pacientes, o CGCOF lembrou que a tramitação parlamentar “abre agora uma oportunidade para aprimorar o texto e elaborar uma lei capaz de conciliar eficiência e sustentabilidade com as máximas garantias de segurança, acessibilidade e equidade para os pacientes”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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