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MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Geral das Ordens Oficiais dos Farmacêuticos (CGCOF) anunciou o lançamento da campanha “Cuidados do verão 2026”, iniciativa por meio da qual oferece recomendações sobre saúde ocular e cutânea, entre outras, “para desfrutar de um verão saudável diante das temperaturas extremas”.
Conforme indicado por essa instituição por meio das cinco infografias que compõem essa ação, é necessário manter uma hidratação constante, usar óculos de sol homologados com proteção ultravioleta, expor-se ao sol de forma responsável utilizando protetor solar, prestar atenção aos cuidados diários com os pés e verificar se a medicação afeta a direção.
Em primeiro lugar, o CGCOF destacou que o aumento das temperaturas, as mudanças nos horários e as alterações nas rotinas habituais podem afetar o descanso e, consequentemente, alterar o comportamento ao volante. A esse respeito, destacou que três em cada quatro motoristas habituais tomaram medicamentos que podem interferir na direção nos últimos três anos e apenas um em cada quatro toma precauções extremas ao tomar medicamentos.
Por isso, a Comissão Nacional de Farmácias dessa corporação lembrou que existem 6.000 apresentações de medicamentos que afetam a condução, o que significa que uma em cada três embalagens traz um pictograma com um triângulo vermelho e um carro preto dentro dele, informando que o medicamento pode alterar as capacidades ao volante. No entanto, um estudo recente com a participação dessa entidade revela que apenas 42% dos motoristas conhecem o significado desse pictograma.
MEDICAMENTOS COM IMPACTO NA CONDUÇÃO
Diante disso, foi destacado que os principais grupos de medicamentos com impacto na condução são os antialérgicos, antigripais, ansiolíticos, hipnóticos e relaxantes musculares. Alguns dos efeitos que causam são o aumento da sonolência ou relaxamento excessivo, diminuição da atenção e da concentração, redução dos reflexos e tempos de reação mais longos, bem como tonturas ou tremores, por isso, é necessário prestar atenção no início do tratamento, ao alterar a dosagem e em caso de polimedicação, bem como evitar dirigir nos horários de maior sonolência.
Por outro lado, sua Comissão Nacional de Óptica Oftalmológica e Acústica Audiométrica se referiu ao aquecimento global, que provoca um aumento de partículas no ambiente, ventos secos e fenômenos como a neblina de areia, que eliminam boa parte da umidade do ar. Esse cenário favorece o olho seco e as alergias, o envelhecimento ocular prematuro e lesões imediatas, como a fotoqueratite.
Nesse sentido, os grupos mais vulneráveis são crianças, idosos, pessoas que passaram por cirurgia de catarata, pessoas com olhos claros, pacientes que tomam vários medicamentos e trabalhadores ao ar livre. A recomendação, nesse sentido, é usar óculos de sol com filtro UV400 certificado e com marcação CE, enquanto os farmacêuticos-optometristas podem verificar as lentes para garantir que seus filtros, inclusive no caso das lentes graduadas, continuem intactos.
Além disso, é importante manter os olhos hidratados com soro fisiológico e lágrimas artificiais, afirmou essa Comissão, enquanto a Comissão de Dermofarmácia defende a adaptação da fotoproteção para proteger a pele de forma eficaz e segura em cinco cenários diferentes: praia e piscina, montanha, cidade, esportes ao ar livre e trabalho ao ar livre.
CUIDADOS COM OS PÉS
Quanto aos cuidados com os pés, foi declarado que o aumento das temperaturas, a maior transpiração, o uso de calçados abertos, a exposição ao sol e os banhos em piscinas e praias, entre outras circunstâncias, exigem que se dedique atenção especial a esse aspecto, a fim de prevenir o ressecamento e o aparecimento de fungos, bolhas e escoriações. Assim, a Comissão Nacional de Ortopedia recomendou lavá-los diariamente, prestar atenção especial à secagem, realizar uma esfoliação suave uma vez por semana, hidratá-los todos os dias, cortar as unhas, evitar andar descalço em superfícies irregulares e usar protetor solar no dorso do pé, tanto nas praias quanto nas piscinas, quando se usar calçados abertos.
Em caso de qualquer incômodo persistente, feridas que não cicatrizam, dor intensa ou suspeita de infecção, é recomendável consultar o farmacêutico, pois esses são sintomas que exigem encaminhamento ao médico, continuou, enquanto a Comissão Nacional de Alimentação alertou que o calor, a maior exposição solar e o aumento da atividade física durante os meses de verão aumentam as chances de perda de água e sais minerais e, portanto, o risco de desidratação.
Além disso, explicou que alguns medicamentos podem afetar o equilíbrio hídrico do corpo, a função renal e a capacidade do organismo de se adaptar ao calor, como diuréticos, antidepressivos e anti-histamínicos. Depois de deixar claro que não se deve esperar sentir sede para se hidratar, a Comissão destacou que, embora a água deva ser a bebida principal, também há boas opções, como chás sem açúcar, leite e bebidas vegetais, além de caldos leves.
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