Publicado 10/09/2026 06:40

A CGCOF capacitou 3.318 idosos e cuidadores, dos quais dois terços não possuíam conhecimentos sobre autocuidado e uso de medicamento

A CGCOF capacitou 3.318 idosos e cuidadores, dos quais dois terços não possuíam conhecimentos sobre autocuidado e uso de medicamentos
CGCOF

Um total de 126 farmácias participam de suas “Escolas Rurais de Saúde para idosos vulneráveis”

MADRID, 10 set. (EUROPA PRESS) -

A tesoureira do Conselho Geral das Ordens Oficiais de Farmacêuticos (CGCOF), Rita de la Plaza, informou que 3.318 idosos e cuidadores participaram das “Escolas Rurais de Saúde para Idosos Vulneráveis”, dos quais 67% dos primeiros e 66,5% dos segundos afirmaram que nunca haviam recebido orientação sobre o assunto.

Após indicar que 126 farmácias comunitárias de municípios com menos de 30.000 habitantes, localizadas em 33 províncias, participaram do projeto, ela especificou que o número de idosos participantes foi de 1.855. 76,5% deles são mulheres, assim como 80,6% dos cuidadores, sendo que 81,4% não são profissionais. No entanto, ela considera que a experiência demonstra “que um serviço farmacêutico profissional de assistência e educação em saúde remunerado é eficaz”.

O farmacêutico desempenha um “papel fundamental” na “educação em saúde e na prevenção da vulnerabilidade”, por isso, há “a necessidade de dar continuidade a essas iniciativas em outros ambientes”, continuou De la Plaza, que esteve acompanhada pelos presidentes da empresa farmacêutica Laboratórios Cinfa, Enrique Ordieres, e do CGCOF, Jesús Aguilar. Este último, de fato, agradeceu a colaboração do laboratório na iniciativa.

Na opinião de Aguilar, a campanha se baseia na “Estratégia Social da Profissão Farmacêutica” e dá continuidade ao movimento da instituição voltado para as escolas rurais. O objetivo, no que diz respeito aos idosos e cuidadores, foi reforçar “sua capacidade de cuidar da própria saúde e de fazer melhor uso dos medicamentos”, explicou ele, acrescentando que o trabalho se concentrou em doenças crônicas, alfabetização em saúde e nas necessidades específicas de cada grupo.

DEMANDA SOCIAL

“Identificamos que os idosos e os cuidadores precisam de mais capacitação, informações e ferramentas”, bem como que ambos os grupos “desejam se capacitar e estão muito satisfeitos por ser o farmacêutico quem os auxilia nessa tarefa”, continuou ele, em seguida, expôs que “não se trata apenas de uma necessidade, mas de uma demanda dos cidadãos e de uma oportunidade para continuar desenvolvendo a educação em saúde a partir da proximidade”.

Conforme afirmou a esse respeito, “a farmácia comunitária pode dar uma resposta muito valiosa a essa demanda social”, já que “faz parte da comunidade e mantém um contato próximo e contínuo”. “Atua não apenas sobre o paciente com doença, mas também sobre seu entorno, promovendo hábitos para uma saúde melhor”, acrescentou, ao mesmo tempo em que declarou que “intervém de forma preventiva sobre fatores que possam condicionar a saúde ao longo do tempo”.

Nesse contexto, explicou que “a vulnerabilidade nem sempre começa com uma doença”, pois pode se iniciar “com a perda de autonomia, solidão indesejada, falta de apoio e dificuldades para administrar a medicação”. Por isso, destacou a importância do farmacêutico para “detectar sinais de alerta”, bem como para “conectar a pessoa a outros profissionais”, o que tem “ainda mais valor nas áreas rurais”, onde “a farmácia é o recurso de saúde mais próximo e acessível, quando não o único”.

Na mesma linha, De la Plaza afirmou que o paciente vulnerável é “aquele que apresenta maior risco de sofrer danos físicos, psicológicos e morais”, circunstâncias que estão “intimamente ligadas à fragilidade que se manifesta na deterioração”. Além disso, nas áreas rurais, enfrentam-se “desafios”, como a “falta de acesso a serviços de saúde”, expôs ele.

SERVIÇOS REMUNERADOS

Depois de explicar que a remuneração das sessões oferecidas pelos profissionais também teve como objetivo “contribuir para a sustentabilidade dessas farmácias”, ele aprofundou os temas abordados, como envelhecimento saudável, adesão aos tratamentos, manejo de medicamentos e prevenção de quedas. Além disso, foram explicadas as doenças mais relevantes e seus tratamentos, e insistiu-se “na importância de cuidar de quem cuida”, ressaltou.

A iniciativa, na qual as prefeituras também colaboraram, obteve um índice de satisfação de 97% por parte dos pacientes, aos quais ajudou a adquirir estratégias contra a vulnerabilidade. Por sua vez, 95% dos cuidadores afirmaram ter obtido ferramentas para cuidar de si mesmos, dos quais 45% não conheciam, antes das sessões, o conceito de paciente vulnerável ou frágil.

Com base nesses dados, Ordieres afirmou que a iniciativa “permite levar a educação em saúde àqueles que mais precisam, com o apoio dos farmacêuticos”. A capacitação desses grupos “se alinha ao compromisso social da Cinfa”, explicou ele, pois a empresa busca “promover e agregar valor a toda a formação do farmacêutico”, além de “valorizar os pacientes” e “os cuidadores, sobretudo os não profissionais”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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