Publicado 11/06/2026 09:39

O CGCOF aplaude o decreto-lei que eliminará o selo de controle de medicamentos e permitirá dedicar mais tempo “aos cuidados”

O CGCOF aplaude o decreto-lei que eliminará o selo de controle dos medicamentos e permitirá dedicar mais tempo “aos cuidados”
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MADRID 11 jun. (EUROPA PRESS) -

O Conselho Geral das Ordens Oficiais de Farmacêuticos (CGCOF) manifestou sua satisfação com a aprovação da reforma do Decreto Real 1345/2007, que regulamenta o procedimento de autorização, registro e condições de dispensação de medicamentos, a qual aplaude porque “facilitará a eliminação do selo de lacre” dos medicamentos e permitirá dedicar mais tempo “aos cuidados”.

Segundo o órgão, o Decreto Real 468/2026, publicado nesta quinta-feira no Boletim Oficial do Estado (BOE), “representa o primeiro passo para a eliminação do selo de lacre da embalagem dos medicamentos e a transição para um sistema digitalizado”. “Dessa forma, a rede de 22.231 farmácias comunitárias, e os mais de 56.000 farmacêuticos que nelas trabalham, poderão dedicar o tempo que antes gastavam nessa tarefa administrativa — que envolve o recorte e a gestão de mais de 1,1 bilhão de cupons de lacre por ano — à assistência farmacêutica”, insistiu.

“Este marco responde ao pedido que o CGCOF vem fazendo para avançar nas reformas normativas e técnicas necessárias que facilitem a transição de uma prática arcaica para um sistema digitalizado”, indicou, para acrescentar que esta é “uma evolução na qual o Ministério da Saúde e o Conselho Geral vêm trabalhando para garantir a coordenação regional em uma matéria tão sensível para o bom funcionamento do Sistema Nacional de Saúde (SNS) como é a prestação farmacêutica”.

Na opinião do presidente desta corporação, Jesús Aguilar, esta norma “abre uma nova fase no processo contínuo de digitalização pelo qual a Organização Farmacêutica Colegial tem apostado”. “Temos como garantia as décadas que passamos projetando e implementando soluções digitais na farmácia, com muitos exemplos de sucesso em parceria com a Administração”, declarou a esse respeito.

O NOVO SISTEMA UTILIZARÁ O IDENTIFICADOR ÚNICO DO SEVEM

Nesse sentido, o CGCOF sustentou que o novo procedimento “utilizará o identificador único que o Sistema Espanhol de Verificação de Medicamentos (SEVeM) utiliza, há sete anos, para impedir a entrada de medicamentos falsificados no canal farmacêutico, garantindo assim a autenticidade de cada medicamento dispensado”.

Dessa forma, “a desativação desse identificador — que contém o código do produto, o número de série único, lote e validade— no Repositório Nacional (a base de dados centralizada do SEVeM onde cada embalagem é registrada e validada), poderá se transformar em um cupom digital que substituirá o cupom de lacre como ferramenta para a verificação dos medicamentos dispensados a cargo do SNS", explicou.

Além disso, indicou que tudo isso se insere na “importância de garantir o funcionamento correto do novo comprovante de dispensação, tanto para as farmácias quanto para as administrações regionais”. Por isso, “prevê-se que ambos os sistemas coexistam por algum tempo”, destacou.

"A futura eliminação do cupom selado, de acordo com os critérios especificados, além de oferecer uma solução coordenada para todas as autônomas, permitirá reduzir a já elevada carga burocrática assumida pelos farmacêuticos comunitários, tempo que poderiam dedicar ao atendimento aos pacientes", destacou Aguilar, acrescentando que “as Ordens Profissionais serão, mais uma vez, um pilar fundamental nessa mudança, liderando a transformação digital, acompanhando as farmácias nesse projeto e atuando como garantes de todo o processo de faturamento”. Assim o foram também “na evolução da receita em papel para a receita eletrônica”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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