Matias Chiofalo - Europa Press
MADRID 16 out. (EUROPA PRESS) -
O Comitê de Greve da Confederação Espanhola de Sindicatos Médicos (CESM) e do Sindicato Médico da Andaluzia (SMA) convocou uma nova marcha em Madri no dia 15 de novembro, bem como quatro dias de greve nos dias 9, 10, 11 e 12 de dezembro, para mostrar sua rejeição unânime ao projeto do Estatuto Marco.
Assim, depois de comícios e manifestações anteriores, ambas as organizações decidiram convocar uma nova marcha em Madri no dia 15 de novembro, que começará no Congresso dos Deputados e terminará em frente ao Ministério da Saúde. "Uma rota na qual profissionais de toda a Espanha deixarão claro que o coletivo continua a rejeitar o texto ministerial que ignora suas demandas sindicais", afirmam os sindicatos.
Além disso, após as duas greves nacionais de 13 de junho e 3 de outubro, o Comitê de Greve decidiu convocar, no contexto da greve por tempo indeterminado atualmente em andamento, uma nova greve que ocorrerá nos dias 9, 10, 11 e 12 de dezembro continuamente.
Nessa linha de mobilizações, o CESM e o SMA indicam que também intensificaram as reuniões de informação com os profissionais dos centros de saúde para recomendar a renúncia a qualquer atividade voluntária que exceda sua jornada de trabalho. Conforme explicam, "essa é a única maneira de aliviar o intolerável excesso de trabalho ao qual são sistematicamente submetidos sem que o Ministério seja favorável ao reconhecimento e à garantia de seus direitos trabalhistas, conforme refletido no projeto de lei em negociação".
Essas ações foram acordadas por ambas as organizações após o envio de uma nova carta à Ministra da Saúde, Mónica García, na qual exigem uma reunião "efetiva e direta" para avançar em uma possível solução consensual. Os sindicatos lamentam o "pouco progresso" que foi feito nos últimos meses e a "falta de compromisso" por parte dos representantes ministeriais, que eles consideram os únicos responsáveis por essa escalada nas mobilizações "por sua recusa em elaborar um estatuto separado para médicos e médicas e pela ausência de uma estrutura de negociação diferenciada".
Por fim, o Comitê de Greve ressalta que mantém sua disposição de atender às reivindicações do coletivo em uma mesa de negociação com a Saúde e, portanto, pede o estabelecimento de um cronograma de trabalho verificável e propostas reais para evitar uma nova escalada do conflito atual, pois consideram que "a gravidade do momento exige altura política e compromisso firme", já que a "responsabilidade e paciência" que os profissionais demonstraram durante anos "não suportarão mais atrasos ou promessas vazias".
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